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26/05/2010 - 13h07

Intenção de consumo das famílias sobe em todos os itens analisados

SÃO PAULO – A intenção de consumo das famílias paulistanas subiu 3% em maio, na comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio) nesta quarta-feira (26).

O indicador ICF (Intenção de Compra das Famílias) passou de 131,4 pontos, em abril, para 135,4 pontos neste mês. Abaixo de 100 pontos, o índice revela uma percepção de insatisfação e, acima deste patamar, indica satisfação, que pode chegar a 200 pontos.

O indicador da CNC é composto por sete itens: emprego atual, renda atual, compra a prazo, nível de consumo, perspectiva profissional, perspectiva de consumo e momento para duráveis.

Variações De acordo com a confederação, os sete componentes apresentaram variações positivas. Os destaques foram a renda atual, que saltou 5,7%, atingindo 155,2 pontos, e o acesso ao crédito, com alta de 1,1%, que atingiu 153,3 pontos.

"As famílias estão sentindo que seu nível de renda está superior ao do ano passado e que está mais fácil obter financiamento. Dois bons indicadores para a economia", declarou o assessor econômico da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Guilherme Dietze.

Os paulistas também estão mais satisfeitos com relação ao emprego atual e perspectiva profissional. Os indicadores tiveram incremento de 2,4% e 1%, chegando aos 141 e 117,1 pontos, respectivamente.

Mais consumo

Embora a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) tenha acabado, a perspectiva para compra de bens duráveis ainda é positiva - aumentou em 3,3% na comparação com abril e chegou aos 131,3 pontos.

Dietze lembra que os aumentos na renda, no nível de emprego e da facilidade de obter crédito estimulam o consumo de modo geral. Isso se reflete nos indicadores de nível de consumo atual e perspectivas de consumo, que foram alavancados em 5% e 2,7%, atingindo 107,6 e 142 pontos. "Esses dados indicam que, nos próximos meses, teremos a continuidade do consumo no elevado patamar que vem sendo registrado ao longo do primeiro trimestre deste ano", concluiu o economista.

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