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28/05/2010 - 13h51

Operações bancárias ficam mais virtuais e agência foca em relacionamento

SÃO PAULO – Se, no passado, as agências eram o espaço escolhido pelos clientes para fazer operações bancárias como saques, transferências e pagamento de contas, hoje, o cenário já é diferente: elas devem ser usadas cada vez mais apenas para relacionamento entre cliente e banco.

O número de agências existentes comprova essa tendência. Em 2008, elas eram 19,4 mil e passaram a 20 mil no ano passado, um crescimento de apenas 5,2%. “O número já é relevante e a oportunidade de crescimento do número de agências diminui”, explicou o diretor de Tecnologia da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Gustavo Roxo da Fonseca.

Por outro lado, o número de correspondentes bancários cresce de forma significativa. Em 2008, eles eram 108 mil, mas passaram a 150 mil no ano passado, uma evolução de 38%. O que explica esse aumento, segundo Fonseca, é o baixo custo para se formar um correspondente, frente ao alto valor que se desembolsa para abrir uma agência bancária.

“Isso mostra também o sucesso desse tipo de canal de acesso [o correspondente] à população, que está ligado ao processo de bancarização”, ponderou.

A importância das agências

A origem das transações bancárias também mostra que as agências estão ficando para trás. Elas ocupam apenas o quarto lugar de representatividade entre as operações realizadas no ano passado, com 9% de participação dos caixas das agências. “O futuro dos bancos é de transação cada vez mais virtual e relacionamento presencial”, disse Fonseca.

Em primeiro lugar, está o autoatendimento, com 33% das operações, principalmente no que diz respeito a depósitos e saques dos clientes, seguido das operações de internet banking, com 20% do total. As pessoas jurídicas se destacam no uso da internet para realização de transações bancárias, com crescimento de 17,7% entre 2008 e 2009, para 4,7 bilhões de operações, seguidas das pessoas físicas, com alta de 14,4%, para 4,6 bilhões de operações no ano passado.

Em terceiro lugar, estão as transações automáticas de origem externa (débitos automáticos, crédito de salários, proventos de aposentadoria), com 18% do total, seguidas de caixas de agências e, por último, os correspondentes bancários, com 6%.

“O correspondente bancário é um canal alternativo para realização de operações, mas nunca vai ser um canal principal de relacionamento”, destacou Fonseca.

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