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31/05/2010 - 14h33

Com serviços de baixo custo, transporte aéreo vai triplicar nos próximos 20 anos

SÃO PAULO – O mercado brasileiro de transporte aéreo de passageiros deve triplicar nos próximos 20 anos. A estimativa é do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e foi divulgada nesta segunda-feira (31).

“Ao contrário de economias mais amadurecidas, em que a elasticidade declina, o país tem um grande potencial de crescimento do mercado”, destaca o Ipea no relatório.

Entre os principais motivos que levam ao crescimento na demanda pelo transporte aéreo estão a remoção do gargalo Varig, o crescimento dos serviços aéreos de baixo custo, as novas práticas de gestão preço/yield (lucro) e crescimento do poder aquisitivo da população em um ambiente de estabilidade da moeda.

A expectativa é baseada em um crescimento anual do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,5%, hipótese conservadora, segundo o órgão. Se tal crescimento se confirmar, o aumento na demanda no setor aéreo deve crescer em média 9% ao ano.

Obstáculos

O estudo também identificou os principais obstáculo que dificultam a expansão do setor aéreo no Brasil. Entre eles estão as deficiências nas infraestruturas aeroportuária e aeronáutica, que prejudica as operações aéreas nos principais aeroportos. Existe, ainda, a carga tributária muito elevada para as empresas aéreas, que chega a 39%.

As margens reduzidas de rentabilidade, apontadas como fenômeno mundial, obrigam as empresas a buscarem contínua redução de custos e aumento de produtividade, com garantias contra imprevistos, como aumentos nos preços do combustível ou atentados terroristas, por exemplo.

Por fim, o desequilíbrio de bandeira no tráfego aéreo internacional é um problema grave, segundo o Ipea, pois afeta os interesses comerciais e econômico-financeiros do País. “Com a derrocada da Varig e sua saída do mercado, houve uma queda acentuada na contrapartida da bandeira nacional, hoje em grande desvantagem, uma vez que é lento o repasse dos direitos bilaterais de tráfego pertencentes ao Brasil para outras empresas brasileiras”, acrescenta o estudo.

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