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31/05/2010 - 20h51

Fundos brasileiros devem fechar mês com captação próxima de R$ 12,5 bilhões

SÃO PAULO - O patrimônio líquido dos fundos brasileiros deverá ficar praticamente estável na passagem entre abril e maio, como mostra a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais). Os dados mais recentes da associação apontam que, até o dia 25 deste mês, o PL total está em R$ 1,498 trilhão, o que mostra leve alta de 0,25% em relação ao R$ 1,494 trilhão relatado no mês anterior. A captação líquida da indústria até a data de referência foi R$ 12,534 bilhões. 

Dentre as principais categorias de fundos, destaque positivo para os três líderes em market share. Os fundos de renda fixa registraram até a data um aumento de 1,45% no total de capital administrado, indo para R$ 418,4 bilhões. Dessa forma, sua fatia sobre o PL total passou de 27,52% para 27,93% até a data de referência, mostra a Anbima. Ainda no período, R$ 3,296 bilhões foram captados por essa categoria.

Logo atrás, os fundos multimercados devem fechar o mês com a captação mais expressiva em maio, ficando em R$ 6,025 bilhões. Essa entrada de investimentos colaborou para a expansão em 2,21% em seu PL, que subiu para R$ 352,6 bilhões. Com isso, sua parcela sobre o patrimônio líquido total da indústria brasileira de fundos passou de 23,13% em abril para 23,54% na data de referência.

Na mesma linha, os fundos referenciados DI aumentaram sua participação sobre o PL total em 0,1 ponto percentual, indo para 13,43%. Com captação de R$ 1,027 bilhão em maio, o capital administrado pela categoria expandiu para R$ 201,1 bilhões - alta de 1,13% na passagem mensal, mostra a Anbima.

Fundos de ações

Contudo, apesar da evolução, o desempenho negativo dos fundos de ações quase equaliza o PL total na transição entre abril e maio. Com uma retração de 8,81%, o patrimônio desta categoria encontra-se em R$ 156,6 bilhões. No período, os fundos de ações viram o fluxo de saída de capital superar a entrada em R$ 1,383 bilhão.

Além da fuga de capital, outro fator afetou diretamente o patrimônio líquido desta classe: a rentabilidade. Até o dia 25 de maio, todas as 18 subcategorias de fundos de ações apresentavam uma performance negativa, sendo que 13 delas indicavam uma variação negativa de dois dígitos. Vale mencionar que o Ibovespa fechou maio como o pior investimento do mês, acumulando queda de 6,64% no período. 

Com isso, a participação da categoria ações sobre o PL total, que antes era de 11,51%, declinou para 10,45% até a data de referência. Além da perda de mais de 1 ponto percentual de market share, os fundos de ações também perderam o posto de 4ª maior categoria em participação de mercado, sendo ultrapassados pelos fundos de previdência - atualmente com 10,65% da indústria de fundos -, mostra a Anbima.

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