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01/06/2010 - 08h28

Dia dos Namorados: celular é presente com maior queda de preço no ano

SÃO PAULO – Cerca de 9,01% mais baratos em relação ao ano passado, o celular é o presente de Dia dos Namorados que registrou maior queda de preços nas sete capitais pesquisadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

A queda foi ainda mais expressiva em Salvador, onde os preços estão 18,36% menores, seguido por Porto Alegre (-11,41%) e São Paulo (-8,92%).

Responsável pela pesquisa, o economista André Braz atribui a queda ao crescente crescimento do mercado, tanto por parte das operadoras quanto das fabricantes. “A cada dia, surgem novas promoções, muitas que vinculam a oferta do aparelho à contratação de serviços. Há casos em que a operadora oferece dois aparelhos pelo preço de um. Tudo isso está refletido na variação dos últimos 12 meses”, explicou Braz.

Nem básico, nem top

O lançamento de  novas tecnologias também influencia na queda dos preços. Braz observa que o levantamento é baseado nos modelos mais vendidos pelas lojas – os intermediários. Segundo ele, é mais raro que o consumidor opte pelo aparelho muito básico ou o 'top de linha'. Além disso, como há agilidade muito grande nos lançamentos, o índice precisa ser mais rígido, sendo preciso fixar um modelo para fazer o acompanhamento ao longo dos meses.

“Mas isso não significa que o consumidor não sinta a queda de preços. Tanto que medidos a situação que o consumidor está se sujeitando no dia-a-dia (ao comprar o aparelho intermediário)”, completou.

Entre os presentes, o mais caro

Apesar da queda, Bráz afirma que, na cesta de consumo do Dia dos Namorados, o celular ainda apresenta o maior nível de preços. Por isso, é preciso atenção antes de optar pelo presente. “Se você já estava planejando comprar um celular de presente, é um bom momento. Mas quem não se programou deve entender que, perto das outras opções (restaurantes, hotéis, excursões), vai representar um gasto maior”, aconselhou. “É preciso dimensionar os presentes de acordo com sua renda”.

Para quem se planejou para comprar um celular, a boa notícia é que não deve encontrar preços maiores que no ano passado. Mesmo assim, “ninguém deve abrir mão da pesquisa de preços, pois os níveis variam bastante”, finalizou Braz.

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