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10/06/2010 - 12h40

Para presidente da Vivo, impostos impedem que internet fique mais barata

SÃO PAULO – Um dos fatores limitantes para que o preço dos serviços de acesso móvel à internet se torne mais acessível é a elevada carga tributária, que hoje representa 44% do valor cobrado. Nesse percentual, são incluídos ICMS, PIS/Cofins e taxas cobradas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), como Fust e Fistel.

“Sabemos que os governos não abririam mão da arrecadação existente nos serviços de voz, mas, ao desonerar o serviço de acesso móvel à internet, cuja receita ainda é incipiente, possibilitaria ainda mais aceleração no acesso à internet das classes de renda mais baixa e aumento na arrecadação pelo crescimento da escala de utilização dos serviços”, declarou o presidente da operadora Vivo, Roberto Lima.

Nesta quinta-feira (10), a operadora anunciou a expansão de sua cobertura de internet móvel (3G) das atuais 600 cidades para 2.832 até dezembro de 2011. Até o final deste ano, o serviço chegará a 1.461 cidades, por meio de um investimento de R$ 2,49 bilhões – já previstos no plano de investimentos da companhia.

Regiões isoladas

Segundo eles, tal investimento não será feito apenas nas áreas que proporcionam melhor e mais rápido retorno financeiro.

“A Vivo estenderá a cobertura de internet móvel a municípios pequenos, alguns isolados, acreditando que a essência dos seus serviços cria desenvolvimento social e econômico nessas localidades e faz com que o retorno ocorra de forma equilibrada e consistente com o desenvolvimento nacional”, afirmou Lima.

Na primeira fase do plano, serão cobertas cidades com população entre 837 habitantes - como Borá (SP) - e 149 mil - como Itapetininga (SP), Codó (MA), Bujari (AC), Arroio do Padre (RS) e Denise (MG).

PNBL

O governo lançou em maio o Plano Nacional de Banda Larga, com o objetivo de ampliar o acesso à internet em alta velocidade fixa a todo o País, incluindo as regiões mais remotas, que recebem pouco investimento das companhias privadas.

Com mensalidades a partir de R$ 35, o serviço chegará a todas as capitais e outras cem cidades ainda neste ano, conforme prometeu a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Ainda está indefinida a atuação da Telebrás no plano – se será apenas sua infraestrutura de fibra ótica usada para que provedores menores de serviços chegue às cidades mais isoladas ou se a estatal deve oferecer os serviços diretamente ao consumidor final, nos locais onde não houver interesse comercial da iniciativa privada.

O plano móvel da Vivo anunciado nesta quinta-feira terá mensalidade de R$ 29,95 no primeiro mês, subindo para R$ 59 a partir do segundo mês para a quantidade de dados trafegados equivalente a 250 MB.

Na TIM, os pacotes de acesso à banda larga 3G variam entre R$ 59,90 e R$ 189,90*. Na Claro, os preços variam entre R$ 29,90 e R$ 119,90. Na Oi, os pacotes têm preços de R$ 69,90 a R$ 119,90.

*valores pesquisados nos sites das operadoras no dia 10/06.

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