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11/06/2010 - 13h22

Consumidor poderá comprovar antenticidade de remédios nas farmácias

SÃO PAULO – A partir deste mês os consumidores poderão comprovar a autenticidade dos medicamentos dentro das farmácias, informou o diretor adjunto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Pedro Ivo.

Segundo ele, os leitores de autenticidade começarão a ser instalados a partir do próximo dia 15, nas 65 mil farmácias do País. “O cronograma de implantação do sistema prevê até três anos”, disse, de acordo com a Agência Brasil. 

Ainda segundo a agência, os medicamentos devem estar com as etiquetas com código de identificação a partir do dia 15 de julho. Com o rastreamento, o produto será acompanhado desde a fabricação até a venda ao consumidor.

Para Ivo, a falsificação de medicamentos prejudica toda a população, “seja pela falta de efeito do produto falsificado, seja pela toxicidade, que pode levar até a morte”, completou. O diretor compareceu ao 2º Fórum Nacional Sobre a Rastreabilidade de Medicamentos e Combate à Falsificação e Contrabando no Brasil.

Sistema de rastreabilidade

O sistema de rastreamento será gerido pela Casa da Moeda do Brasil. Ela é que desenvolve a tecnologia, produz os leitores e controlará a distribuição dos aparelhos e das etiquetas autoadesivas.

De acordo com a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), o mercado farmacêutico movimenta US$ 724,5 bilhões por ano e a América Latina é uma das regiões que mais cresce. Com esse crescimento, também aumentam as falsificações.

“Na América Latina, Sudeste da Ásia e África, mais de 30% dos medicamentos são falsificados. As populações mais desassistidas são também as maiores vítimas”, afirmou, de acordo com a agência, o senador Romeu Tuma (PTB-SP), que também compareceu ao Fórum.

Para o senador, além do sistema de rastreabilidade, é necessário fazer um trabalho educativo com o consumidor para que ele saiba dos riscos de se comprar e consumir um produto contrabandeado. “A Anvisa precisa estabelecer normas para as farmácias orientarem os usuários na hora de consumir um medicamento. O consumidor, muitas vezes, adquire o medicamento sem saber dos efeitos colaterais”, ressaltou.

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