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15/06/2010 - 15h10

Confiança do consumidor de SP sobe em junho e atinge o segundo melhor resultado

SÃO PAULO - A confiança do consumidor da cidade de São Paulo quase atingiu o melhor resultado da série histórica de 159 pontos, registrado em fevereiro deste ano. Em junho, a alta foi de 4%, na comparação com o quinto mês do ano, com o índice atingindo 158,9 pontos.

Se comparado com junho do ano passado, houve aumento de 18,1% no índice, o que faz com que o primeiro semestre seja o de maior nível de otimismo em mais de 15 anos.

Os dados fazem parte do Índice de Confiança do Consumidor, divulgado nesta terça-feira (15) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). O ICC varia de zero a 200 pontos, indicando otimismo quando está acima dos cem pontos e pessimismo quando fica abaixo dessa marca.

De acordo com o assessor econômico da federação, Thiago Freitas, o resultado do índice se deve à estabilização do nível de desemprego em patamares historicamente baixos, aos ganhos de rendimento das famílias e a ampliação nas concessões de crédito.

Condições atuais e futuras

Para a elaboração do índice geral, são levados em consideração outros dois indicadores: o IEC (Índice de Expectativas do Consumidor) e o Icea (Índice de Condições Econômicas Atuais).

O primeiro, que mede a percepção de como estará a economia daqui 12 meses, registrou alta de 4,9% em relação a maio, atingindo nível de otimismo de 162,5 pontos.

Dividindo a análise por renda, é possível verificarmos que aqueles que recebem mais de 10 salários mínimos são os mais otimistas quanto ao futuro, atingindo 167,9 pontos. A confiança daqueles com renda inferior a 10 mínimos cresceu 6,1%, chegando a 162,8 pontos.

Com relação ao Icea, que avalia a situação atual de emprego e renda, o índice avançou 2,5%, na mesma base de comparação, ficando em 153,5 pontos.

Na divisão por idade, os consumidores com mais de 35 anos ficaram 5% mais confiantes quanto ao momento atual, atingindo os mesmos 153,8 pontos que os consumidores com menos de 35 anos, que ficaram estáveis em relação a maio.

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