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15/06/2010 - 15h48

Pesquisa com gestores do BofA ML mostra queda em confiança na recuperação

SÃO PAULO – Os gestores de fundos de investimentos estão menos confiantes na recuperação dos mercados. Segundo pesquisa de gestores feita pelo Bank of America Merrill Lynch, apenas 24% dos entrevistados acreditam que a atividade econômica mundial melhorará em 12 meses.

Na última medição, em maio, o percentual de gestores de fundos confiantes na recuperação ficara em 42%. Em abril, as entrevistas mostravam 61% dos executivos crentes na melhora significativa dos mercados.

A pesquisa global ouviu entre 4 e 10 de junho 207 gestores de fundos de investimentos, que gerenciam um total de US$ 606 bilhões e outros 170 gestores regionais, que juntos administram US$ 411 bilhões. 

Ganhos corporativos A mesma pesquisa também revelou que apenas 28% dos gestores veem os ganhos das empresas crescendo daqui a doze meses. Nos resultados de maio e abril, esta parcela era maior, ficando em 47% e 67%, respectivamente. Em termos de ganhos nas margens operacionais, os executivos confiantes caíram pela metade em três meses, estando em 19% em junho.

Liquidez e oportunidades A equipe de research do BofA Merrill Lynch registrou ainda que mais investidores estão preocupados com as condições de liquidez dos mercados. Enquanto em abril 22% dos entrevistados via o cenário de liquidez como “pobre”, em junho, esta porcentagem quase dobrou, para 42%.

Para 38% dos executivos entrevistados os ativos estão sub-valorizados, a maior leitura desde março de 2009.

Comentários “As expectativas de crescimento global recuaram novamente, e o posicionamento [das alocações de investimentos] está mais defensivo, mas os investidores ainda mostram poucos sinais de pânico”, comenta Michael Hartnett, chefe de estratégia global de ativos do BofA Merrill Lynch.

Já para Gary Baker, chefe de estratégia de ativos na Europa do banco, os investidores começam a olhar as bases de reabilitação da Europa a partir de um panorama mais construtivo para o euro.

O sentimento negativo em relação a Europa, por sua vez, parece ter atingido seu pico em maio, e os investidores mostram-se mais confiantes com o cenário do euro. A pesquisa mostra que 19% dos executivos acreditam em recuperação da moeda comum da Europa no ano, ante apenas 7% na projeção de maio. Além disso, apenas 125 dos entrevistados estão com posições underweight na Europa, frente a 30% no mês anterior. 

Emergentes Os gestores ouvidos pelo BofA Merrill Lynch destacam ainda que os países emergentes voltaram a ser o foco dos mercados em junho, com 31% deles “overweight” para estas economias. Os executivos os veem com maior crescimento econômico e apetite ao risco, enquanto em maio apenas 19% acreditavam nisso. 

Mesmo com as alocações menores que as do ano passado, quando 54% dos entrevistados chegaram a apontar os emergentes como os mais promissores em investimentos, seus títulos continuam apresentando performance robusta em relação ao países desenvolvidos.

Dentro dos emergentes, os países mais bem vistos nesta última medição foram a Rússia e Turquia, perdendo, assim, seu forte interesse pela China, devido a menor perspectiva de crescimento do gigante asiático. 

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