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25/06/2010 - 08h26 / Atualizada 25/06/2010 - 08h33

Fim da exclusividade com credenciadoras pode reduzir tarifas dos cartões de crédito

SÃO PAULO - O fim da exclusividade das bandeiras com as credenciadoras vai reduzir os preços de todo o sistema de cartões de crédito, afirmou o presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizaro Junior, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Conforme publicado pela Agência Câmara, para o Pellizzaro, o fim da exclusividade aumenta o poder de barganha do lojista, que poderá questionar as credenciadoras para reduzir a taxa de desconto e acabar com o aluguel da máquina.

Já a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) afirmou em nota que a medida dará lugar a um cenário mais democrático, já que as mesmas máquinas usadas pelos estabelecimentos comerciais poderão operar com mais bandeiras. Além disso, o atendimento ao cliente poderá ficar mais rápido, já que os cartões poderão ser recebidos em uma única máquina.

"Este novo momento vivido pela indústria de cartões de crédito e débito será a porta de entrada para diversos benefícios na relação consumidor-lojista, pois estimulará o aumento da concorrência entre as principais empresas do setor", afirmou o presidente da associação, Nabil Sahyoun.

1º de julho A partir do dia 1º de julho, os lojistas poderão aceitar as bandeiras de cartão de crédito Mastercard e Visa, sem ter de assinar contratos de exclusividade com a Redecard e Visanet, que dominam o credenciamento.

De acordo com o presidente da CNDL, a regulação do setor precisa impedir os contratos de fidelização. Além disso, para ele, são necessárias normas que identifiquem os responsáveis em caso de problemas com os cartões, como quando as máquinas saem do ar, por exemplo, para que os prejuízos sejam compartilhados.

Consumidor

Para Pellizzaro, a regulamentação da indústria de cartões de crédito é importante para impor responsabilidades ao setor.

"A criação de uma regulamentação é necessária para acabar com práticas abusivas impostas pelos emissores, credenciadores e bandeiras", disse o presidente da CNDL.

Ainda segundo ele, o consumidor não sabe utilizar o crédito rotativo nem como são cobrados os juros, que podem passar de 12% ao mês e enfrentam uma "grande confusão".

"A falta de informação acaba fazendo com que o cliente se confunda e acabe não conseguindo pagar a dívida. Isso gera um grande transtorno para a indústria, que concede um mau crédito e repassa e dilui o prejuízo para o lojista. Em última instância, quem paga é o consumidor", concluiu.

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