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25/06/2010 - 11h28 / Atualizada 25/06/2010 - 11h53

Intenção dos consumidores de comprar bens duráveis sobe pela quarta vez seguida

SÃO PAULO - O indicador que mede a intenção do consumidor de comprar bens duráveis registrou a quarta alta consecutiva em junho, conforme revelou a Sondagem de Expectativas do Consumidor da FGV (Fundação Getulio Vargas).

De acordo com os dados, divulgados na quarta-feira (23), de modo geral, a confiança do brasileiro subiu 1,9% neste mês. Já a intenção do consumidor em comprar bens de consumo duráveis apresentou alta de 2,6%, frente a maio, ao passar de 86 pontos para 88,2 pontos.

Na comparação com junho do ano passado, o aumento foi de 6,9%, já que a intenção havia ficado em 82,9 pontos.

Perspectiva futura

Os dados da pesquisa mostraram ainda que o número de consumidores que acreditam que a intenção de comprar um bem durável irá aumentar é maior que a registrada no quinto mês do ano. O percentual dos que têm essa percepção passou de 14,1% para 15,5% entre maio e junho.

Já a parcela dos pessimistas recuou, uma vez que o número dos que acreditam que a intenção irá cair foi de 28,1% para 27,3% no mesmo período.

Na comparação com junho do ano passado, é possível notar que o número de otimistas hoje é também é maior, enquanto que a parcela dos pessimistas caiu em um ano. Naquela data, 13,9% se declararam mais dispostos a comprar bens duráveis, enquanto 31% disseram o contrário.

Intenção crescente

De acordo com a pesquisa, a intenção dos consumidores de comprar bens duráveis começa a se distanciar do nível médio histórico, de 82,9 pontos – considerando a média calculada a partir de setembro de 2005.

Isso indica, de acordo com os pesquisadores, que o ímpeto dos consumidores para as compras é crescente.

Outro fator que influencia o aumento da intenção de compra é o fato de ter passado o período de acomodação dos ajustes provocados pela retirada dos incentivos fiscais, como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Juros e inflação

A pesquisa ainda analisa a opinião dos consumidores com relação às taxas de juros e inflação. No primeiro caso, os dados mostram que 45% dos brasileiros acreditam que os juros irão subir, ante 5,9% que responderam o contrário.

A respeito da inflação, a Sondagem mostrou uma expectativa de crescimento de 6,4% nos preços para os próximos 12 meses – mesma percepção apurada no mês passado. Porém, a expectativa de alta deste mês é menor que a registrada em junho de 2009, quando era de 6,8%.

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