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30/06/2010 - 19h23

Com recuo de 11,16% no ano, Ibovespa tem primeira baixa semestral desde 2008

SÃO PAULO - A média das projeções para o Ibovespa aponta o índice aos 82.200 pontos até dezembro de 2010, com destaque para o setor de consumo e varejo, beneficiado pelo aquecimento da economia brasileira. Entretanto, para alcançar essa meta, o índice terá que superar as perdas do primeiro semestre - até o dia 30 de junho, o benchmark acumulava recuo de 11,16% no ano, fechando o período a 60.935 pontos.

Entre abril e junho, a queda do índice foi de 13,14% - o primeiro trimestre negativo desde 2008, à época do agravamento da crise financeira. A variação negativa nos primeiros seis meses do ano também é a primeira desde a segunda metade de 2008, quando o índice recuou 42,25%. 

Destaques

Embalada por dois resultados acima das expectativas divulgados no semestre - referente ao quarto trimestre de 2009 e ao primeiro trimestre de 2010 - e pelo bom momento do consumo no País, a Lojas Renner (LREN3) viu seus papéis subirem 27,09% no período, cotados a R$ 49 - a maior variação percentual positiva do benchmark.

Apesar das boas perspectivas para o setor, as ações da B2W (BTOW3) amargaram a maior queda nos primeiros seis meses do ano entre as ações do índice. O papel recuou 36,90%, cotado a R$ 30,08. Um dos principais drivers para este desempenho foi a entrada de novos concorrentes no mercado - sobretudo Pão de Açúcar (PCAR5) e Casas Bahia - que passaram a atuar no comércio eletrônico, contribuindo com a corrosão das margens da B2W.

Destaques do semestre

O principal foco do semestre esteve voltado para a crise fiscal europeia, que chegou aos mercados através das notícias do endividamento e maquiagem de contas públicas na Grécia, e se espalhou por parte do continente. Os PIIGS - acrônimo para Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha - são os que têm situação fiscal mais em foco, mas países como Alemanha e França também anunciaram medidas para conter o déficit.

O temor se repercutiu nas bolsas, e com exceção do índice DAX 30 da bolsa de Alemanha, os principais índices europeus encerraram o semestre em queda, com destaque para o MIB30, da Itália, que registrou baixa de 49,68% no período, e o Ibex 35, da bolsa espanhola, que teve desvalorização de 22,42% no semestre. Apesar de indicações de que a economia está se recuperando, a bolsas dos EUA compartilharam as preocupações com relação à crise europeia e os principais índices recuaram em torno de 7% no período.

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