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01/07/2010 - 08h00

Mudanças de cartões: credenciadoras ainda não falam em queda nos preços

SÃO PAULO – A partir desta quinta-feira (1), termina a exclusividade das operações de cartões entre bandeiras e credenciadoras, o que permitirá ao consumidor pagar suas compras com cartão de débito ou crédito em qualquer estabelecimento que possua uma máquina POS (Point of Sale), independentemente da bandeira.

Apesar disso, quando o assunto é preço ao consumidor, as credenciadoras Cielo e Mastercard preferem aguardar para falar em impactos.

De acordo com o presidente da Cielo, Rômulo Dias, os valores de aluguéis das máquinas dependem da tecnologia escolhida pelo estabelecimento comercial, enquanto que as taxas variam conforme a concorrência, o perfil do segmento, o tíquete médio das vendas, o volume de negócios, entre outros fatores. Assim, diz ele, para falar de preços, o ideal é aguardar o comportamento do varejo.

O presidente da Redecard, Roberto Medeiros, concorda e acrescenta que um possível impacto nos preços pode ocorrer se houver aumento no volume de transações.

“Com um aumento no volume de transações pode haver impacto nos preços. Porém, é preciso sentir o que irá acontecer nos primeiros 30 dias para fazer qualquer projeção”.

Benefícios

De modo geral, os dois executivos acreditam que a mudança irá acelerar o crescimento do setor de cartões, além de contribuir, segundo Dias, para a substituição de cheque e dinheiro por “um meio de pagamento muito mais seguro e conveniente”.

“O mercado brasileiro de pagamentos eletrônicos tem muito potencial de crescimento. A recuperação da economia, associada a melhores condições de crédito ao consumidor, deve aumentar o volume de transações com cartões no Brasil. Acreditamos que esse crescimento irá compensar a possível perda de participação que as credenciadoras venham a ter”, explica ele.

Para os varejistas, dizem os executivos, as mudanças devem trazer melhorias na prestação de serviços e oferta de produtos, assim como benefícios devido ao maior investimentos em tecnologia por parte das empresas.

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