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08/07/2010 - 11h07

Comer fora de casa já está 4,26% mais caro neste ano, aponta IBGE

SÃO PAULO – Comer fora de casa já está 4,26% mais caro neste ano, conforme mostram os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já em 12 meses terminados em junho, o consumidor que possui o hábito já está desembolsando 8,21% mais que no período anterior.

Dentro do item alimentação fora do domicílio, as refeições registraram alta acumulada no ano de 4,33%. Porém, a maior elevação foi verificada no cafezinho, cujo preço aumentou 5,71% neste ano. O menor aumento foi o do café-da-manhã, que apontou uma variação de 0,71%.

Quando analisado o período de 12 meses terminados em junho, por sua vez, o destaque novamente fica com o cafezinho, que pesou 9,84% a mais no bolso do consumidor, seguido pelas refeições, que ficaram 8,78% mais caras no período. Depois, aparecem refrigerante e água mineral (8,50%) e outras bebidas alcoólicas (8,34%).

Na análise mensal, a alimentação fora de casa registrou variação de 0,66%, principalmente por conta do aumento dos preços da cerveja, que variaram 0,82%. Já as refeições registraram um aumento de preço de 0,80% no período.

No Brasil, Belo Horizonte é destaque

Neste ano, consumidores de Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram os mais penalizados pelo aumento de preços ao comer fora de casa. Os mineiros também sentiram uma das maiores altas no período de 12 meses. Nesse período, Fortaleza também foi destaque, como mostra a tabela abaixo: 

Variação do custo da alimentação fora do domicílio
Capital Junho Acumulado do ano Acumulado de 12 meses 
Rio de Janeiro 0,62% 5,27% 8,53%
Porto Alegre 0,11% 3,18% 7,65%
Belo Horizonte 0,69% 6,24% 10,77%
Recife 0,26% 1,80% 8,49%
São Paulo 1,03% 4,21% 8,11%
Distrito Federal 0,87% 4,04% 5,74%
Belém 0,37% 1,98% 5,69%
Fortaleza 0,89% 3,64% 8,69%
Salvador 0,27% 4,02% 7,70%
Curitiba 0,34% 4,80% 8,36%
Goiânia -0,04% 3,01% 7,67%
Nacional 0,66%

4,26% 8,21%
Fonte: IBGE

Alimentação em casa

No domicílio, Curitiba é a capital onde os preços estão mais elevados, com alta acumulada no ano de 7,35%, acima da média nacional, que registrou aumento de 4,68%.

Ainda considerando o índice geral, em 12 meses, a alimentação feita em casa ficou 3,50% mais cara e, no sexto mês do ano, frente a maio, houve queda de 1,71%.

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