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08/07/2010 - 10h00

Derivativos ganham espaço entre pessoas físicas; saiba mais sobre eles!

SÃO PAULO – Os derivativos têm ganhado espaço entre as pessoas físicas, de acordo com dados da BM&F Bovespa. Em junho, havia 113.961 investidores de varejo com ao menos uma conta ativa registrada na clearing de derivativos, ante 110.267 um mês antes, o que remete à alta de 3,35%.

Apesar do aumento no número de investidores, a participação das pessoas físicas em derivativos caiu no período, de 3,99% em maio para 3,96% um mês depois.

Desta forma, as pessoas físicas mantêm o quarto lugar entre os investidores de derivativos do mês de junho, atrás das instituições financeiras (40,33%), investidores institucionais (29,12%) e estrangeiros (25,38%), porém à frente das empresas (1,31%)

O mercado

Os derivativos são instrumentos financeiros que possuem seus preços atrelados ao de um bem ou ao de um outro instrumento financeiro.

Por exemplo: o mercado futuro de petróleo é uma modalidade de derivativo cujo preço é referenciado nos negócios realizados no mercado à vista de petróleo. O mesmo acontece com dólar, câmbio, Ibovespa e commodities, sendo que as operações contam com diferentes objetivos:

  • Hedge: protege o participante do mercado contra variações adversas de taxas, moedas ou preços, como um seguro de preço.
  • Alavancagem: como os derivativos exigem menos capital do que a compra do ativo à vista, o participante pode aumentar a rentabilidade total de seus investimentos a um custo menor.
  • Especulação: o participante toma uma posição no mercado futuro ou de opções sem uma posição correspondente no mercado à vista, com o objetivo de ganhar com a tendência de preços.
  • Arbitragem: o participante tira proveito da diferença de preços de um mesmo produto negociado em mercados diferentes, para aproveitar discrepâncias no processo de formação de preços.

Contratos

O segmento BM&F – incluindo financeiros e agropecuários – registrou negociação de 43,3 milhões de contratos e volume financeiro de R$ 2,87 trilhões em junho.

Em relação aos minicontratos de derivativos, que nada mais são do que uma fração dos contratos-padrão adquiridos por meio de cadastro em uma corretora, foram negociados 1,5 milhão em junho, ante 2 milhões em maio.

Com os minicontratos, o participante tem acesso mais simplificado ao mecanismo de proteção de preço (hedge) a custos operacionais mais baixos. Os valores são menores e mais acessíveis a investidores e a empresas de qualquer porte, sendo que a bolsa oferece esses contratos de boi gordo, café, Ibovespa e dólar.

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