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16/07/2010 - 12h24

Para Secovi, mercado tem dificuldade de lançar imóveis para baixa renda

SÃO PAULO – Mesmo com todos os incentivos concedidos pelo Governo, ainda existe uma dificuldade de se lançar e vender imóveis para a população de baixa renda. A percepção é do economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Celso Petrucci.

Para ele, os motivos para essa dificuldade não são mensuráveis, mas podem estar no âmbito legislativo. “A legislação municipal na área urbanística carece de análise mais detalhada para se adequar às necessidades e características da nossa cidade”, afirmou, por meio de nota.

De acordo com os últimos dados do sindicato, os imóveis novos mais vendidos em maio na capital paulista foram os de três dormitórios – segmento destinado às classes de maior renda. Esse tipo de imóvel representou 38% do total das vendas do quinto mês do ano.

Os imóveis de três dormitórios também lideram as preferências, considerando o total vendido período entre janeiro e maio deste ano. Eles representaram 35,9% das unidades negociadas.

Em maio, 1.949 imóveis foram vendidos, número 40% menor que o registrado em abril, quando 3.236 foram negociados, e 51,4% menor que o verificado no mesmo mês do ano passado.

Alta renda

Além das unidades com três dormitórios, o Secovi verificou que as de quatro dormitórios também foram as preferidas dos paulistanos. Em maio, esse segmento representou 27,2% do total negociado no mês.

As unidades com dois dormitórios, por sua vez, registraram participação de 23,3% das vendas. Petrucci explicou que o segmento de dois dormitórios foi o maior responsável pela queda nas vendas de imóveis novos no quinto mês do ano.

Tendência?

O recuo verificado em maio, para o economista do sindicato, tanto pode ser pontual como uma tendência. “Os próximos meses indicarão se a queda refletiu um fato pontual ou se houve uma modificação na tendência de crescimento”, afirmou.

Apesar disso, Petrucci disse que a entidade ainda mantém a expectativa de que, até o fim do ano, cerca de 38 mil imóveis sejam comercializados.

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