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19/07/2010 - 17h03

Consumidor ganha poder de barganha, diz presidente do Magazine Luiza

SÃO PAULO – Após três meses de negociação, o Magazine Luiza anunciou oficialmente nesta segunda-feira (19) a aquisição da rede nordestina Lojas Maia. Quem sai ganhando com a operação, de acordo com Luiza Helena Trajano, é o consumidor, que conquista “maior poder de barganha”.

Esse poder de negociação do cliente, de acordo com a presidente do Magazine Luiza, é conquistado à medida que cresce a concorrência no setor de varejo, que tem focado no Nordeste. Um exemplo foi a fusão da Ricardo Eletros com a Insinuante, anunciada em março deste ano.

“Sempre que aumenta o número de lojas, aumenta o poder de barganha do consumidor”, afirmou Luiza Helena ao InfoMoney.

A operação A Lojas Maia é uma empresa da Paraíba que foca no Nordeste, principalmente nas classes C e D. Possui 141 lojas, em nove estados, dois centros de distribuição, 2,3 mil funcionários e 800 mil cartões em posse de seus clientes.

“Não é fácil tomar a decisão de vender uma empresa que é familiar e que completou 50 anos em 2009. Mas tenho certeza de que vai ser um grande sucesso”, afirmou o herdeiro da rede, Marcelo Maia, que agora será diretor para a Região Nordeste do Magazine Luiza.

Com a aquisição, o faturamento do Magazine Luiza deve ir a R$ 6 bilhões neste ano, quando a rede terá 611 lojas, em 16 estados, oito centros de distribuição, 16,6 mil funcionários, 20 milhões de clientes e 3,4 milhões de cartões.

Quanto aos cartões das redes, Luiza Helena disse que pretende substituir os da Lojas Maia pelos do Magazine Luiza, sendo que as condições destes últimos devem prevalecer, mas que isso depende de reuniões que devem ser feitas com as instituições financeiras que lidam com a área de cartões.

Mais tardar ao final deste ano haverá a troca de marca no Nordeste, com as Lojas Maia recebendo a fachada do Magazine Luiza. De acordo com Luiza Helena, todas as promoções vão ser levadas ao Nordeste.

Faturamento No ano passado, o faturamento da rede havia sido de R$ 3,8 bilhões. Em 2002, tinha sido de R$ 700 milhões. No primeiro semestre deste ano, a receita bruta cresceu 35%, frente ao mesmo período do ano passado, mas deve haver uma desaceleração no segundo semestre.

“Se crescermos 15% ao ano, em cinco anos podemos dobrar o nosso faturamento”, disse o superintendente do Magazine Luiza, Marcelo Silva.

E, para ajudar neste crescimento, o Magazine Luiza aposta na atuação também em São Paulo. Em setembro de 2008, houve abertura de 50 lojas de uma só vez na cidade. Até o final deste ano, já devem ser 70 lojas, mas a meta é atingir cem unidades, sem previsão para isso. Quanto às vendas, elas devem fechar o ano em R$ 800 milhões, sendo que elas foram de R$ 560 milhões em 2009.

Para atender os 1,6 milhão de clientes que a rede conquistou em São Paulo, o Magazine vai inaugurar até outubro um escritório na Zona Norte em um prédio de 9 mil metros quadrados. Embaixo, haverá uma megaloja e, em cima, o escritório com toda a área estratégica da empresa.

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