UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

19/07/2010 - 13h44

Transações financeiras pela web no Brasil crescem menos que outros serviços on-line

SÃO PAULO – O uso da internet para a realização de transações financeiras no País pouco cresceu nos últimos quatro anos e, na comparação com modalidades como compra pela web e utilização do e-gov, o portal do governo federal, ficou bem atrás.

De acordo com dados do Banco Central, entre 2005 e 2009, o número de usuários que efetuaram transações bancárias pela rede passou de 13% para apenas 14%, aumento de 1 ponto percentual durante o período.

“O aumento, na verdade, é vegetativo. Isso ocorre porque tem gente entrando na internet, mas o percentual praticamente não mudou”, afirma o analista de Informações do Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação), Juliano Cappi, segundo informações da Agência Brasil.

Por outro lado, segundo dados do Cetic.br, o percentual de internautas que optam por gastar na internet aumentou de 7% em 2005 para 17% em 2009. O mesmo aconteceu com a página do governo, que registrou 22% em 2008, percentual que passou para 27% no ano passado. Em 12 meses houve um salto de cinco pontos percentuais.

E-banking e o futuro

Outro ponto observado por Cappi diz respeito ao crescimento do uso dos serviços fornecidos pelos sites dos bancos, conhecido como e-banking. “Quem tem conta bancária está diversificando o uso, mas isso não significa que novos correntistas estejam entrando”, reitera.

Já sobre o desafio de oferecer acesso à internet, assim como os serviços bancários, para a população de baixa renda, o analista é enfático: “Enquanto a base bancária não crescer e não tiver capacitação, há uma barreira que impede a expansão do e-banking no país”. E completa: “Sem esclarecimento, há muita gente que não se interessa em abrir conta bancária. Ao mesmo tempo, a falta de bancarização [acesso a produtos e serviços bancários] impede a entrada de novos correntistas”.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host