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20/07/2010 - 17h14

Apesar de mais endividadas, famílias ficam menos inadimplentes em julho

SÃO PAULO – Apesar de as condições favoráveis do mercado de trabalho e crédito terem incentivado as famílias brasileiras a contrair mais dívidas em julho, a taxa de inadimplência, que representa os consumidores que não conseguiram honrar suas contas, registrou redução no mês.

Os dados da Peic nacional (Pesquisa de Inadimplência do Consumidor), realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgada nesta terça-feira (20), mostram que o percentual de famílias brasileiras inadimplentes em julho ficou em 22,8%, frente aos 23,5% registrados em junho.

Já o endividamento, que havia registrado o menor nível histórico no mês passado, ficou em 57,7% - 3,7 pontos acima do registrado em junho (54%). O número daqueles que declararam não ter condições de pagar as dívidas também subiu, de 7,8% em junho para 8,9% em julho.

Dívidas por renda

De acordo com a pesquisa, a parcela de famílias que afirmaram estar muito endividadas subiu de 12,9% para 14,8% entre junho e julho, ao passo que a daquelas que se dizem pouco endividadas passou de 21,9% para 22,5%.

Considerando as faixas de renda, as famílias com ganhos de até 10 salários mínimos estão mais endividadas em julho do que aquelas com renda superior a esse patamar. No primeiro caso, 59,4% das famílias têm dívidas, enquanto entre aquelas com ganhos acima de 10 mínimos 46,6% estão na mesma situação.

Quanto aos inadimplentes, as famílias de menor renda também estão em situação pior que as de renda superior, diz a pesquisa. Das famílias que ganham mais de 10 salários mínimos, a inadimplência caiu de 13,6% para 9,2%. A redução foi de apenas 0,1 ponto percentual entre as famílias de baixa renda.

O levantamento mostra ainda que 9,9% das famílias de renda mais baixa acreditam que não terão condições de pagar suas dívidas. Entre as famílias com ganhos acima dos 10 mínimos, esse percentual ficou praticamente estável, em 2,3%.

Renda comprometida

De acordo com o levantamento, a parcela da renda comprometida com dívidas passou de 30,1% para 30,3%. O tempo médio de atraso de quem possui contas ou dívidas pendentes é de 58,8 dias, em junho, para 61,4 dias em julho.

O tempo médio de comprometimento com as dívidas ficou em 6,9 meses, sendo que 31,1% das famílias endividadas estão comprometidas com dívidas por mais de um ano.

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