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20/07/2010 - 17h34

Possível alta da Selic manteria Brasil no topo do ranking de juro real global

SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, se reúne a partir desta terça-feira (20) para definir o novo patamar da taxa básica de juro (Selic), atualmente em 10,25% ao ano. Grande parte do mercado aposta em um aumento e, independentemente de sua magnitude, ele fará com que o Brasil mantenha a primeira posição no ranking mundial de juros reais.

Com a Selic elevada a 0,50 ponto percentual, a taxa de juros atuais, descontada a inflação projetada para os próximos meses, fica em 5,6% ao ano. Se a elevação for de 0,75 ponto percentual, os juros reais vão para 5,8% e, se ela for de 1 ponto percentual, os juros reais no Brasil ficarão em 6,1%, em todos os casos os maiores do mundo.

O Ranking Mundial de Juros Reais é um comparativo entre as taxas praticadas em 40 países do mundo. Os dados são coletados pelo analista internacional da Apregoa.com – Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino.

Realidade De acordo com os dados, a combinação de projeções mais modestas para a inflação e de uma taxa nominal alta faz com que o Brasil ocupe, em todos os cenários abordados, o topo do ranking como melhor pagador de juros reais do mundo, acima do maior pagador de juros nominais na atualidade, que é a Venezuela.

“Outros países detêm projeções inflacionárias mais fortes, portanto, perdem posições no ranking e o Brasil conta com riscos mais modestos do que boa parte dos participantes, o que o torna um grande atrativo ao investidor internacional, favorecido ainda por uma taxa de câmbio que privilegia a valorização do real frente ao dólar americano”, dizem os analistas.

Juros nominais Outra lista elaborada, que também conta com 40 países, contém as nações com maiores taxas nominais de juros. Nela, o Brasil está na segunda posição, atrás da Venezuela. Na tabela abaixo, estão exemplificados os cinco primeiros e os cinco últimos colocados. Veja:







Taxas nominais
Posição País Posição  País 
Venezuela (18,60% ao ano) 

36º Suécia (0,50% ao ano) 
Brasil (11% ao ano)  37º Suíça (0,25% ao ano) 
Argentina (9,86% ao ano)  38º EUA (0,18% ao ano) 
Rússia (7,75% ao ano)  39º Japão (0,10% ao ano) 
África do Sul (6,50% ao ano)  40º Cingapura (0,07% ao ano) 
Fonte: Jason Vieira/Thiago Davino

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