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20/07/2010 - 11h11

Comer fora de casa já custa 4,93% mais neste ano

SÃO PAULO – Os preços dos alimentos caíram 0,80% entre junho e julho e a queda foi a principal influência para a deflação registrada no mês pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a prévia da inflação oficial. Contudo, a refeição fora de casa foi o item que mais contribuiu para o índice em julho com alta de 0,95%, 0,04 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a alimentação fora de casa já está 4,93% mais cara este ano. Já nos últimos 12 meses, terminados em julho, o consumidor que possui o hábito já está desembolsando 8,32% mais que no período anterior.

Dentro do item alimentação fora do domicílio, as refeições registraram alta acumulada no ano de 5,38% em 2010. Porém, a maior elevação foi verificada no cafezinho, cujo preço aumentou 7,09% neste ano. O menor aumento foi verificado nos preços do café-da-manhã, que tiveram uma variação de 2,66% no período.

Quando analisado o período de 12 meses terminados em julho, por sua vez, o destaque novamente ficou com o cafezinho, que pesou 10,59% a mais no bolso do consumidor, seguido pelas refeições, que ficaram 9,29% mais caras no período. Depois aparecem outras bebidas alcoólicas (8,86%) e café da manhã (8,59%).

Na análise mensal, que apontou um aumento de 0,64% nos preços dos itens que compõem o grupo alimentação fora de casa, além da refeição, que foi o destaque, o item café da manhã também ficou mais caro: 0,96% no período.

No Brasil

Neste ano, consumidores do Rio de Janeiro e de Curitiba foram os mais penalizados pelo aumento de preços ao comer fora de casa. Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro foram verificadas as maiores altas no período de 12 meses, como mostra a tabela abaixo:

Variação do custo da alimentação fora do domicílio
Capital Julho Acumulado do ano Acumulado de 12 meses 
Rio de Janeiro 0,10% 5,57% 9,27%
Porto Alegre 0,35% 3,17% 8,20%
Belo Horizonte 0,46% 6,39% 10,01%
Recife 0,36% 3,20% 9,18%
São Paulo 1,00% 5,14% 7,85%
Distrito Federal 0,74% 5,14% 6,19%
Belém 0,56% 1,95% 5,53%
Fortaleza 0,78% 4,91% 9,46%
Salvador 0,46% 4,89% 8,99%
Curitiba 1,02% 5,52% 8,03%
Goiânia 0,19% 4,28% 7,15%
Nacional 0,64%
 
4,93% 8,32%

Fonte: IBGE
 

Alimentação em casa

No domicílio, Belo Horizonte é a capital onde os preços estão mais elevados, com alta acumulada no ano de 6,52%, acima da média nacional, que registrou aumento de 4,36%.

Ainda considerando o índice geral, em 12 meses, a alimentação feita em casa ficou 2,89% mais cara, com destaque, novamente, para Belo Horizonte, onde os preços ficaram 5,86% mais altos no período para se preparar a refeição no lar.

No sétimo mês do ano, frente a junho, houve queda de 1,55% nos preços dos itens do grupo alimentação no domicílio. Nessa análise, todas as capitais estudadas registraram quedas, com destaque para o Rio de Janeiro, onde foram verificadas quedas de 2,12% no mês.

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