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26/07/2010 - 13h19

Inflação tem mais impacto sobre as famílias paulistanas de menor renda

SÃO PAULO – Os impactos dos aumentos dos preços dos produtos na capital paulista são mais sentidos pelas famílias com renda abaixo de dez salários mínimos, aponta pesquisa da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Devido ao impacto da inflação, as famílias paulistanas estão menos dispostas a consumir e o ICF (Índice de Consumo das Famílias) caiu 0,7% neste mês, frente a junho. Para o assessor econômico da federação, Guilher Dietze, são as famílias de menor renda que sentem mais a inflação e, por isso, diminuem a intenção de consumir.

Para esse segmento da população, a intenção de consumo caiu 1,3% e o ICF atingiu 134,8 pontos. Já o consumo das famílias que ganham acima desse patamar registrou aumento de 1,8% no período, com o índice alcançando 145 pontos. Abaixo de 100 pontos, o indicador mostra insatisfação das famílias sobre as condições financeiras e, acima dessa pontuação, as famílias se dizem satisfeitas com as condições do orçamento.

Consequências da inflação

Não é só a intenção de consumir que se altera, devido aos impactos da inflação. Os preços mais altos fazem com que as famílias de menor renda tomem crédito para consumir itens mais básicos. Para o economista da federação, esse comportamento é facilmente verificado quando se analisa a intenção dessas famílias de se comprar bens duráveis, que caiu 1,1% em julho para os consumidores desse segmento da população.

Por outro lado, a intenção das famílias que recebem acima de dez salários mínimos de consumir bens duráveis registrou aumento de 1% no período. “Isso se deve à aquisição de bens de valor agregado alto, principalmente em decorrência da Copa do Mundo”, comentou Dietze, por meio de nota.

A aceleração da inflação também torna as famílias de menor renda mais receosas com relação ao emprego. O indicador que mede a perspectiva profissional aponta que a confiança dos paulistanos desse segmento registrou queda, enquanto a das famílias de maior renda se recuperou.

Com relação à renda atual, o estudo mostra que tanto os consumidores paulistanos que recebem acima de dez salários mínimos e como os que recebem abaixo desse patamar apresentaram redução na satisfação, de 1,6% e 3,2%, na ordem. Mesmo nesse caso, é possível perceber que a queda foi mais intensa para as famílias de menor renda. 

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