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04/08/2010 - 11h07

Cesta básica de SP cai 3,89% em julho, mas é a mais cara dentre as capitais

SÃO PAULO - O preço da cesta básica de São Paulo caiu 3,89% em julho, na comparação com junho, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e divulgada nesta quarta-feira (4).

No sétimo mês do ano, os paulistanos pagaram R$ 239,38 para comprar os produtos essenciais, sendo que, em junho, esse valor era de R$ 249,06. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o preço da cesta aumentou 4,90% e, nos últimos 12 meses, 5,37%.

Apesar da queda, o valor da cesta da capital paulista é o maior dentre as 17 capitais do País analisadas pelo Dieese. Porto Alegre ficou com a segunda posição, com o conjunto em R$ 237,67 em julho.

Quedas e altas

Dos 13 produtos da cesta paulistana, nove registraram queda de preço em julho, frente a junho, sendo que o tomate foi destaque. O produto ficou 23,03% mais barato no período.

Além dele, registraram queda a batata (-13,33%), açúcar refinado (-6,19%), feijão carioquinha (-2,80%), leite (-2,25%), farinha de trigo (-2,22%), arroz agulinha tipo 1 (-1,44%), café em pó (-0,81%) e carne (-0,38%).

Já o pão (1,45%), óleo de soja (1,38%), banana nanica (0,43%) e manteiga (0,31%) foram os produtos cujo os preços ficaram mais caros.

Comprometimento da renda

O custo médio da cesta básica tomou 51,02% do salário mínimo líquido do trabalhador da cidade de São Paulo, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social. Em junho, o comprometimento era de 53,08%.

De acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 103 horas e 16 minutos para adquirir todos os produtos essenciais, tempo menor que o verificado em junho deste ano, quando foram necessárias 107 horas e 26 minutos de trabalho, e abaixo ainda do exigido em julho do ano passado (107 horas e 29 minutos).

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