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04/08/2010 - 18h35

Especialista explica quando vale a pena economizar comprando um netbook

SÃO PAULO – Embora tenham ficado populares no Brasil pelo  preço, geralmente menor que o dos notebooks comuns, os netbooks ainda são motivo de confusão entre os consumidores e, não raro, muitos usuários acabam se decepcionando, devido à falta de informação.


Os laptops ultraportáteis estão nas lojas brasileiras há pouco mais de um ano, como versões reduzidas – tanto em tamanho quanto em capacidade – dos notebooks. Porém, segundo a gerente de produtos da área de notebooks de consumo da HP Brasil, Marisa Lumi-Park, hoje muitos netbooks não perdem dos “notes” em capacidade de armazenamento. O que difere, no entanto, é o destino de uso de cada dispositivo.


“O net não substitui o notebook ou o desktop, porque não consegue realizar todas as funcionalidades. Sempre sugerimos que ele seja comprado como um segundo computador da casa, que não se adquira um netbook como o seu computador principal”, afirmou Marisa.


Para navegar

A executiva afirma que o netbook é ótimo para acessar a internet. “Antes, ele tinha as especificações, como capacidade de armazenamento do disco rígido, muito limitadas. Hoje, já é possível encontrar modelos com HD de 160 ou até 320 GB”, disse.


Na hora de usar é que está a confusão. Por exemplo, se um universitário precisa ter o pacote Office, da Microsoft, para realizar seus trabalhos da faculdade, é imprescindível adquirir um netbook com o pacote da Microsoft já instalado. Caso contrário, será muito difícil instalar, pois o netbook não possui drive ótico para que seja inserido o CD de instalação do software.


“Muita gente oferece no mercado netbook como se fosse computador como qualquer outro, com o qual o consumidor poderá realizar qualquer atividade. Mas na verdade ele não poderá fazer tudo, o processador é mais simples, ele tem no máximo 3 GB de velocidade, não tem drive óptico. Não dá para oferecermos em um netbook tudo o que há em um note ou desktop e é isso que o consumidor precisa entender”, esclareceu Marisa.


O que comprar?

De acordo com Marisa, a tela pequena do netbook acaba sendo vantajosa para quem costuma assistir vídeos pela internet – o efeito “pixelado”, comum quando a definição do vídeo não é muito alta, se reduz consideravelmente. Por outro lado, para quem trabalha o dia inteiro no computador, o notebook é muito mais confortável, especialmente pelo tamanho maior de teclado.


“A primeira onda de consumidores de netbooks foram os executivos, os que viajam muito e precisam estar conectados o tempo todo. A segunda veio dos estudantes – boa parte das universidades pedem que o aluno tenha um computador e o notebook é muito pesado. Agora, já se veem muitos consumidores que têm o desktop em casa, da família, para o que precisam, e buscam o netbook como um computador pessoal.


Recomendações

Para os três principais perfis de consumidores citados pela executiva da HP, há orientações específicas na hora da escolha do netbook.


“Para o executivo, recomendamos que ele busque modelos que já possuem modem 3G embutido, pois já evita que ele precise usar uma das portas USB para conectar o modem externo e aumenta a praticidade. Para o estudante, é recomendável que ele procure opções com o Office pré-instalado permanentemente, e não aqueles com apenas 90 dias gratuitos”, indica Marisa.


Já aqueles que pretendem usar para navegação em casa mesmo podem escolher os modelos mais simples e baratos, pois não há necessidade de uma configuração muito avançada.


“Verifique muito bem as ofertas do mercado. Entenda as diferenças, pois há um modelo para cada tipo de consumidor e é melhor escolher um mais simples que pagar mais caro por algo que não vá ser utilizado”, finalizou Marisa.

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