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04/08/2010 - 21h33

Fundos fecham julho com captação líquida negativa depois de 12 meses no azul

SÃO PAULO - Dando sequência à forte onda de resgates vista na indústria brasileira de fundos na reta final de julho, os dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgados nesta quarta-feira (4) mostraram que os saques superaram as aplicações em R$ 6,48 bilhões no último dia útil do mês passado. Dessa forma, o saldo mensal ficou negativo pela primeira vez depois de 12 meses de captações líquidas, em R$ 1,314 bilhão.

Dentre os mais prejudicados por essa avalanche de retiradas na indústria, a categoria fundos de renda fixa fechou o sétimo mês do ano com modesta captação de R$ 92,4 milhões, resultado fortemente prejudicado pelo saque do dia 30, que chegou a R$ 2,231 bilhões. Vale mencionar que, segundo os números anteriores da Anbima, esses fundos ostentavam o melhor resultado do mês, tendo captado por volta de R$ 5 bilhões até por volta do dia 20.

Quem também viu uma forte fuga de investimentos foi a categoria FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). O saldo de captação, que estava positivo em torno de R$ 3 bilhões no segundo decêndio do mês, fechou negativo em R$ 57,4 milhões, já que no último pregão julina houve um saque de R$ 1,816 bilhão.

Outros destaques negativos ficaram com as categorias referenciado DI e multimercados, que reportaram retiradas de R$ 2,04 bilhões e R$ 1,201 bilhão, respectivamente. Já os fundos curto prazo viram o montante de captação diminuir de R$ 4 bilhões para R$ 29,3 milhões nos últimos 10 dias de julho. Destoando-se do restante da indústria, os fundos de previdência conseguiram aumentar o volume captado no mesmo período, chegando ao final em R$ 1,461 bilhão.

Acumulado do ano

Com o primeiro resgate negativo de 2010, a indústria brasileira de fundos viu seu saldo acumulado no ano diminuir para R$ 41,772 bilhões.

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