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04/08/2010 - 14h37

Setor de seguros vive bom momento, mas é preciso investir em qualidade

SÃO PAULO - O setor de seguros vive um bom momento, com tendência de crescimento acelerado, acima do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Entretanto, segundo o superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Paulo dos Santos, o setor precisa investir no aprimoramento constante da qualidade do serviço prestado.

“É exatamente quando todos os fatores são favoráveis, que se torna fundamental criar raízes fortes para que a árvore do crescimento possa frutificar por muios anos (…) O consumidor bem atendido retribui com alto grau de fidelidade e com a forma mais eficaz de divulgação de um determinado produto ou serviço, qual seja, o testemunho pessoal, o boca a boca feito por clientes satisfeitos”, disse.

Classe C

O investimento na oferta de produtos diferenciados também é avaliado como importante para o setor, diz Santos.

Isso porque, segundo ele, dessa forma, será possível atender a todas as camadas da população, sobretudo, as de menor poder aquisitivo, que, por conta da política econômica e dos programas implementados pelo governo nos últimos anos, segue com forte inserção no mercado de seguros.

“Não foram poucas as pessoas que subiram um patamar na escala social, saindo da classe D para a C. Essas pessoas passaram a adquirir bens e, agora, precisam garantir a manutenção do patrimônio adquirido com tanto esforço. Surge assim um nicho espetacular para seguradoras e corretores de seguros. Os seguros populares e, mais adiante, o microsseguro terão influência crescente nos resultados do mercado e é preciso estar atento a essa realidade”.

Números

Ainda de acordo com dados divulgados pela Susep, o aumento no poder de compra dos brasileiros fez o mercado de seguros no Brasil crescer 16,7% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2009, atingindo R$ 40,9 bilhões em prêmios.

Por tipo de seguro, o ramo de pessoas apresentou crescimento de 19,8%, com receita de R$ 23 bilhões. Nesse contexto, os seguros voltados para as classes de menor poder aquisitivo foram o destaque.

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