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05/08/2010 - 09h09

Em SP, genéricos estão em média 52% mais baratos que os remédios de referência

SÃO PAULO – Os medicamentos genéricos estão, em média, 52,88% mais baratos que os medicamentos de referência na capital paulista, de acordo com levantamento realizado pela Fundação Procon-SP e divulgado nesta quinta-feira (5).

Apesar de mais baratos, comparando os preços dos medicamentos genéricos em São Paulo, a diferença de um mesmo produto vendido em estabelecimentos diferentes chega a ser de 295,92%. Entre os medicamentos de referência, essa diferença entre os mesmos produtos é menor e alcança 91,69%.

A pesquisa foi realizada em 15 drogarias distribuídas pelas cinco regiões da cidade, entre os dias 30 de junho e 1º de julho, com 52 medicamentos.

Maior e menor preço

Considerando os medicamentos de referência, a maior diferença de preços encontrada pelo Procon, de 91,69%, foi no Dexason (Acetado de Dexametasona), da Teuto, um creme dermatológico de 10 g – que em um estabelecimento custava R$ 4,21 e em outro foi encontrado por R$ 8,07.

Já a maior diferença verificada entre os genéricos foi encontrada na Dipirona Sódica, 500 mg, de gotas, 10 ml, que foi encontrada por R$ 0,98 em um estabelecimento e por R$ 3,88 em outro.

Dentre os estabelecimentos pesquisados, preços menores ou iguais aos preços médios foram encontrados nas zonas Sul e na Oeste. Na primeira região, em um estabelecimento 100% dos itens custavam menos ou abaixo da média e em outro 78% dos itens estavam nessa situação. Já na zona Oeste, em três estabelecimentos, mais de 94% dos itens estavam com preços menores ou iguais a média.

Pesquisa de preços

Diante do resultado, o órgão de defesa do consumidor alerta sobre a importância da pesquisa de preços, aliada à recomendação médica. O Procon lembra que, por serem produzidos em diversos laboratórios, os medicamentos genéricos são mais baratos que os de referência – o que não isenta o consumidor de realizar a pesquisa de preços, pois as diferenças, conforme constatou o levantamento, podem ser grandes.

O órgão de defesa do consumidor também explica que vários fatores determinam a variação de preços dos medicamentos, como a aplicação de descontos, políticas comerciais diferentes para cada canal de venda e pelo fato de existir redes que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo uma política única de preços entre os franqueados.

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