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05/08/2010 - 11h52

Gastos com habitação e saúde influenciam aumento do custo de vida em SP

SÃO PAULO - O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo registrou alta de 0,14% em julho. Em relação a junho, quando estava em 0,02%, a taxa ficou 0,12 ponto percentual maior.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (5), fazem parte de levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

No acumulado dos últimos 12 meses - entre agosto de 2009 a julho de 2010 -, o índice avançou 5,21% e, nos sete primeiros meses deste ano, a inflação foi de 3,36%.

Segmentos

As grandes pressões inflacionárias do sétimo mês do ano partiram, principalmente, dos grupos Habitação (0,85%) e Saúde (1,03%). Despesas Pessoais e Transporte também ajudaram a elevar o índice, ao registrar aumentos de 0,54% e 0,07%, nesta ordem.

Por outro lado, quedas de preços foram observadas em Alimentação (-0,77%), Vestuário (-0,62%) e Equipamento Doméstico (-0,49%).

De acordo com o Dieese, os reajustes de aluguel, impostos e condomínios foram os principais responsáveis pelo aumento do grupo Habitação, sendo que este item registrou alta de 1,76%. Dentro do subgrupo, as altas da locação (3,08%) e mão de obra para construção civil (3,20%) se destacaram.

Em Saúde, os reajustes dos seguros e convênios médicos (1,33%) foram os principais motivos para a elevação do grupo. O item compõe o subgrupo assistência médica, cujo aumento foi de 1,25%.

Com relação às quedas, as principais influências para o grupo Alimentação foram os subgrupos produtos in natura e semielaborados, que ficaram 1,47% mais em conta.

Destaques em 12 meses

Em 12 meses, os destaques ficaram com Saúde (8,22%) e Habitação (5,84%). Educação e Leitura, Transporte e Alimentação também registraram altas significativas no período, de 5,61%, 5,07% e 4,98%, respectivamente.

Já os grupos Equipamento Doméstico (-1,77%) e Vestuário (-0,82%) registraram variações negativas.

No grupo Saúde, a principal influência partiu do no item assistência médica, que apresentou alta de 8,98%. Medicamentos e produtos farmacêuticos registraram incremento de 5,34% no período, também influenciando a alta do grupo.

Em Habitação, os itens que mais contribuíram para a elevação foram locação (7,65%), IPTU (14,88%) e condomínio (9,69%). No grupo Educação, o destaque ficou com a mensalidade escolar, que registrou aumento de 5,95%.

O aumento dos produtos que compõem os subgrupos in natura e semielaborados, de 6,56%, foi o principal responsável pela alta registrada no grupo Alimentos. Alimentação fora do domicílio registrou alta de 7,56% no período.

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