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05/08/2010 - 15h35

Preços dos serviços em São Paulo foram responsáveis pela inflação desde 2008

SÃO PAULO – Desde janeiro de 2008, os preços de serviços têm aumentado acima da taxa de inflação, enquanto os bens têm registrado reajustes geralmente abaixo do índice de custo de vida dos paulistanos, o ICV, medido pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Para fazer a análise, os 540 itens que compõem o ICV foram agregados em dois grandes grupos: Bens e Serviços. Em praticamente todos os trimestres desde janeiro de 2008, os reajustes dos serviços foram acima da inflação geral. A exceção ocorreu no segundo trimestre de 2008, quando a alta nos preços internacionais das commodities refletiu no aumento de 3,51% dos bens, enquanto a variação dos serviços ficou em 1,08%.

Destaques

Para verificar os itens que mais pressionaram a inflação, os dois grupos foram desagregados segundo os tipos de gastos. Nos bens, que acumularam alta de 10,38%, entre janeiro de 2008 e julho de 2010, as principais variações positivas ficaram por conta do subgrupo Material de Construção (18,45%), Saúde (15,95%) e Alimentos (15%).

Já os Serviços, cuja alta acumulada no período foi de 17,95%, sofreram altas acentuadas em todos os subgrupos. As maiores foram na mão de obra (28,09%), alimentação fora de casa (26,84%) e aluguéis e condomínios (23,84%).

Vilão

“Esse índice indica serem os serviços os grandes responsáveis pela inflação em todo o período, pois os bens, apesar da taxa elevada em 2008, em inúmeros subgrupos, já apresenta queda marcante no ritmo de seus reajustes, especialmente entre abril e julho deste ano”, aponta o relatório do Dieese.

O órgão também apontou que só é possível afirmar que há uma tendência de estabilidade inflacionária do ponto de vista dos bens, pois os serviços ainda podem sofrer reajustes, principalmente os que têm seus preços administrados, como água, eletricidade e telefonia.

“Portanto, há necessidade de se aguardar as alterações destas tarifas para prever com maior segurança o comportamento inflacionário em 2010”, finaliza o Dieese.

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