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05/08/2010 - 10h03

Resultado e dúvidas na Casas Bahia levam Citi a cortar preço-alvo do Pão de Açúcar

SÃO PAULO - Embutindo em seu novo modelo de análise os resultados do segundo trimestre e novas suposições quanto à fusão com a Casas Bahia, o Citi optou pelo corte no preço-alvo para papéis do Pão de Açúcar (PCAR5), de R$ 79,00 para R$ 72,00 - cifra equivalente a um upside de 24,05% frente ao último fechamento -, e manteve sua recomendação de manutenção.

“Continuamos a avaliar o investimento no Pão de Açúcar como interessante, com um potencial de apreciação escondido”, dispara a equipe do banco, formada pelos analistas Carlos Albano e Marcio Kawassaki. Por outro lado, avalia que ainda há “um monte de incertezas e riscos que precisam ser esclarecidas antes de nos tornamos mais otimistas sobre o nome”.

Até setembro, ações estagnadas

No tocante às incertezas, a dupla refere-se ao negócio do grupo com a Casas Bahia, uma vez que esta, por não ser uma companhia aberta, impossibilita que se faça uma projeção mais acurada de seus dados. Para Albano e Kawassaki, os mistérios “poderão ser esclarecidos quando vermos alguns números da Casas Bahia, que deverão ser divulgados até o final de setembro”, comentam. “Ao menos até lá, não acreditamos que as ações irão a lugar algum”.

Em linha

Já no que diz respeito ao balanço corporativo da varejista auferido no segundo trimestre, não houve surpresas, ao menos é o que afirma a equipe do banco: “do um ponto de vista operacional, os resultados do 2T10 vieram em linha com nossas expectativas”.

No entanto, duas considerações negativas são feitas sobres os dados. A primeira refere-se à mudança na metodologia de contabilização de desconto de recebíveis, a qual, lembram os analistas, “deverá desaparecer ao longo dos próximos dois trimestre.”

Por seu turno, a segunda recai sobre aos “descontos mais altos nos recebíveis”, fato já esperado devido à Copa do Mundo, mas que, na visão de Albano e Kawassaki, “deve ser recorrente devido às elevadas taxas de crescimento do Ponto Frio e ao competitivo mercado”.

Despesas avançam

Por fim, explicam que a nova análise implica agora em mais gastos por parte da varejista. “Ajustamos nosso modelo para refletir maiores despesas financeiras no futuro".

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