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05/08/2010 - 10h08

TAM e Azul buscam acordos com varejo de olho nos consumidores da classe C

SÃO PAULO – As companhias aéreas estão de olho em uma massa de renda que, segundo dados do instituto de pesquisa Data Popular, deve superar os R$ 427 bilhões neste ano: a classe C.

Passagens mais em conta, facilidades no pagamento, programas de descontos e milhas e acordos com bancos e instituições de crédito são as ações mais populares adotadas pelas companhias.

Agora, a rede varejista deve ser o novo filão. Ainda nesta quinta-feira (5), a TAM deve anunciar um acordo com as Casas Bahia, para a venda de passagens aéreas nas lojas da rede. A Azul também tem planos de ter pontos de venda nas redes varejistas, incluindo supermercados.

A GOL, por sua vez, já tem políticas para ampliar o acesso a esse segmento da população ao transporte aéreo. Em dezembro do ano passado, inaugurou uma loja do programa VoeFácil no Largo 13 de Maio, zona sul da capital paulista, em um terminal onde o fluxo diário chega a 1 milhão de pessoas.

Planos de atração

Para abocanhar o poder de compra desse segmento da população que só cresce, as companhias aéreas terão de fazer frente ao transporte rodoviário, seu principal concorrente, principalmente quando o foco é a classe C.

Para o diretor comercial da Azul, Paulo Nascimento, o Brasil ainda tem muito potencial para crescer nesse mercado, mas isso só vai ocorrer se as companhias passarem a olhar para a classe C. “No Brasil, cerca de 55 milhões de passageiros voam por ano e esse número pode crescer, mas a única maneira disso acontecer é trazer a classe C”, diz.

Nascimento ainda lembra que cerca de 70% dos passageiros no Brasil voam a negócios. A ideia é ampliar o número daqueles que utilizam o transporte aéreo a lazer. 

Nas próximas três semanas, a Azul deve anunciar parcerias com grandes redes de varejo, começando por São Paulo e interior. De acordo com o diretor comercial, os preços e as formas de pagamento devem ser os mesmos já praticados pela companhia. “A ideia mesmo é estar presente onde eles [os consumidores da classe C] estão, onde eles consomem”, disse.

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