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06/08/2010 - 17h25

Investimentos: ouvidorias precisam melhorar atendimento, diz CVM

SÃO PAULO - Os departamentos de ouvidoria das instituições financeiras (criados para receber - e solucionar - críticas e reclamações dos investidores) ainda não são tão eficazes quanto deveriam ser. A afirmação é da presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Maria Helena Santana. 

"Percebemos que as ouvidorias ainda não conseguem resolver grande parte dos problemas que é reportada a elas. A CVM ainda recebe a reclamação de muitos investidores que têm problemas - às vezes até prejuízo por causa de um erro da corretora, por exemplo - e que procuram primeiro a ouvidoria da empresa da qual são clientes, mas, diante da falta de resolução por parte dela, trazem a reclamação até nós", diz a presidente. 

Desde 2007, vigora no País uma resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) que determina a implantação das ouvidorias no sistema financeiro nacional. "Sei que é uma determinação relativamente nova. Acredito que, quanto mais o tempo passe, mais qualidade ganharão os serviços desses departamentos", afirmou Maria Helena. 

Confusão

A presidente contou também que sente que o investidor ainda tem dúvidas sobre como funcionam as ouvidorias. "Para você ter ideia, nós recebemos em nossa ouvidoria reclamações de outras instituições do mercado, quando na verdade a nossa ouvidoria é para que façam reclamações sobre a própria CVM", conta.

E completa: "Ao ter problema com uma entidade, o investidor deve procurar a ouvidoria dessa entidade. Obviamente que, se ele sentir que não está sendo atendido, se sentir-se lesado e achar que não estão dando a atenção devida ao seu caso, ele pode procurar nossa superintendência de orientação ao investidor, que é onde se fazem reclamações como investidor no mercado, mas a nossa ouvidoria é apenas para reclamações sobre o serviço prestado pela CVM".

5 milhões de investidores

Ainda de acordo com a executiva, que falou durante o I Fórum das Ouvidorias do Mercado de Capitais, realizado na manhã desta sexta-feira (6), se o objetivo da BM&F Bovespa é mesmo atingir 5 milhões de investidores de varejo em cinco anos, é preciso que as ouvidorias melhorem seus serviços. 

"Com ouvidorias eficazes, que cumpram seu papéis, haverá maior segurança para o investidor que está começando a alocar seus recursos no mercado de capitais", finalizou Maria Helena.

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