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10/08/2010 - 16h56

Para Anbima, taxas de administração de fundos devem seguir em queda

SÃO PAULO - Ao comentar os resultados da indústria brasileira de fundos no primeiro semestre do ano, o vice-presidente da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) comentou também as taxas de administração dos fundos - que, segundo ele, devem seguir em queda, assim como já revelado em abril. 

"Não há muitas novidades nesse sentido, mas seguimos acompanhando a evolução, e a tendência é de queda", explicou Demosthenes Pinho Neto, vice-diretor da associação. Segundo ele, essa tendência é mais clara nos fundos Renda Fixa e DI - que concentram 80% dos investidores de varejo.



Categoria  Média das taxas de administração
Curto Prazo 2,80%
Referenciado DI 0,93%
Renda Fixa 0,87%
Multimercados 1,42%
Cambial 1,09%
Ações  2,19%
Fonte: Anbima (dados de junho de 2010)


Já nas categorias multimercados e renda variável, o movimento é de estabilidade. Em abril, a Anbima mostrou que as taxas de administração desses fundos mostraram uma leve elevação desde 2005 - segundo Pinho Neto, essa alta reflete a quantidade de empresas que abriu capital desde 2005, demandando uma análise mais especializada e completa por parte dos gestores.

O vice-presidente da associação afirmou ainda que, como não vê um forte movimento de IPOs (Initial Public Offers), a tendência geral das taxas de administração é de queda - em especial quando a taxa Selic voltar a recuar. Veja no quadro ao lado as taxas de administração por categoria de fundo de investimentos. 

Varejo

Pinho Neto apontou ainda que os investidores de varejo perderam participação no mercado de fundos - especialmente devido ao avanço da participação dos investidores instituicionais, private e do poder público. "Não há queda absoluta no varejo, só relativa", explicou o executivo. Ainda segundo ele, as pessoas estão se direcionando para planos como VGBL ou PGBL - ou seja, elas continuam sendo investidores de varejo, mas passam a contar com uma intermediação.

Essa migração, segundo ele, é bastante saudável, pois permite um alongamento dos prazos de investimento - o que significaria uma evolução para a indústria brasileira, a sexta maior do mundo. 

Poupança

O vice-presidente da Anbima comentou ainda o forte resultado da poupança em julho, que se contrapõe às perdas registradas pela indústria de fundos no mês. Pinho Neto afirmou que, por hora, essa relação ainda não tem relevância. "Essa discussão é só quando a taxa de juro chega a um patamar mais baixo, entre 7% e 8% ao ano, mas por hora os investimentos na poupança não têm impacto na indústria de fundos", destacou. 

"Há uma série de coisas que teremos que resolver com a taxa Selic mais baixa, como planos de previdência com benefício definido. Mas 2010 e 2011 devem ser de tranquilidade, com movimentos discretos da taxa básica de juro do País", completa o executivo. 
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