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11/08/2010 - 12h15

Falta de recursos da poupança deve preocupar construção civil, diz Fiesp

SÃO PAULO – O bom momento para o setor da construção civil vem acompanhado por uma preocupação: os recursos da poupança usados podem faltar a partir de 2014, de acordo com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

“Nós poderemos ter problemas neste sentido e, por isso, é preciso termos alguma solução alternativa, como outros tipos de fundos”, disse o diretor do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp, João Cláudio Robusti, segundo a Agência Brasil.

Enquanto se beneficia da conjuntura favorável, com disponibilidade de recursos e uma grande demanda por habitação, existem gargalos para a construção civil que merecem atenção, a exemplo da falta de mão de obra e do excesso de burocracia, citados por Robusti.

Classes emergentes

Para aproveitar este bom momento da construção, o presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, disse que os empresários devem direcionar as obras principalmente aos consumidores das classes emergentes.

Steinbruch destacou que o país tem um forte consumo interno e não precisa de exportações, do FMI (Fundo Monetário Internacional) ou do Bird (Banco Mundial) para equilibrar as suas contas.

Os representantes da Fiesp falaram durante o lançamento da 9ª edição do Construbusiness, evento promovido pela federação para identificar os gargalos e propor soluções para os problemas da construção civil e demais setores da infraestrutura.

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