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11/08/2010 - 16h52

JP confronta opiniões negativas e justifica porque recomenda ações da Souza Cruz

SÃO PAULO - "A Souza Cruz (CRUZ3) teve um resultado decepcionante no segundo trimestre, mas nós pensamos que o pior ficou para trás". Assim começa o relatório do JP Morgan no qual o banco justifica sua recomendação overweight (ou seja, ao longo dos próximos seis a doze meses o banco espera que a performance da ação supere o retorno total médio das ações dentro do seu universo de cobertura) para as ações, mesmo com fraco balanço trimestral e desempenho acima da bolsa no acumulado de 2010.
A expectativa é que a queda nas exportações de tabaco no segundo trimestre seja compensada nesta segunda metade do ano pelo reagendamento de embarcações. Além disso, o banco destaca ainda que os volumes de cigarro pararam de cair no segundo trimestre (no comparativo com o mesmo período do ano anterior), fato que, em conjunto com uma alta ao redor de 7% nos preços do produto, deve suportar uma forte recuperação nos lucros da empresa neste segundo semestre e também em 2011.
O que os pessimistas dizem da empresa

"Sim, [a Souza Cruz] performou acima da Bovespa no acumulado do ano. Sim, [a Souza Cruz] teve um resultado desapontador no segundo trimestre de 2010. Sim, [a Souza Cruz] não está precisamente barata no consenso do mercado. Sim, [a Souza Cruz] é vista principalmente como um nome defensivo. Sim, dependendo de quem ganhar as eleições presidenciais no Brasil, as restrições ao tabaco talvez se acelerem", diz a equipe de research sobre tudo que ouviu dos investidores "bearish" (ou seja, com perspectiva negativa para o desempenho da ação).
Mesmo assim, os analistas Alan Alanis, Sambuddha Ray e Pedro Leduc sustentam sua recomendação overweight e elevam o preço-alvo esperado para o final de 2011 em R$ 1, para R$ 78.
Justificando a recomendação

A equipe de research acredita que a Souza Cruz mereça ser negociada com um prêmio em relação aos seus pares globais, já que a empresa é mais de três vezes maior que seu concorrente mais próximo e é líder no "vibrante" mercado brasileiro.
O novo preço-alvo, de R$ 78 para o final de 2011, oferece um upside limitado de 5,4% frente ao fechamento do dia 10 (R$ 74,00), mas que combinado ao dividend yield de 8% esperado para o próximo ano, deve prover um retorno ao investimento nesta ação que excede os 13%.
"Nós geralmente não classificamos como 'overweight' uma ação com um potencial de valorização tão limitado; porém, dado nosso sistema relativo de rating e a proteção contra perdas do dividend yield, nós continuamos a achar que a Souza Cruz vai performar acima das ações dentro do nosso universo de cobertura, especialmente à medida que os economistas do JP Morgan revisem para baixo as projeções de crescimento global", conclui a análise.
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