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11/08/2010 - 11h48

Livros ficaram mais baratos em 2009 , diz pesquisa

SÃO PAULO – No ano passado, o brasileiro pagou cerca de 3,56% a menos por um livro, segundo revelam dados da Pesquisa Produção e Vendas no setor Editorial, realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) da USP (Universidade de São Paulo), a pedido da CBL (Câmara Brasileira do Livro) e do Sindicato Nacional de Editores de Livros.
Divulgado na terça-feira (10), o levantamento mostrou que o preço médio do livro no Brasil foi de R$ 11,11 em 2009, contra R$ 11,52 um ano antes. Na comparação com 2004, ano em que foi suspendida a cobrança do PIS/Cofins no setor, segundo publicado pela Agência Brasil, a queda é de 12,38%.
Didáticos caíram mais

Ainda conforme o estudo, entre os anos de 2008 e 2009, os livros didáticos foram os que apresentaram a maior queda nos preços, de 10,21%, saindo do preço médio de R$ 13,61 para R$ 12,22.
Os livros do tipo CTP (Científicos, Técnicos e Profissionais), cujos preços médios, em um ano, passaram de R$ 19,51 para R$ 17,76, vieram em seguida, com queda de 8,97%. Em terceiro lugar ficaram os religiosos, com uma diferença de 5,63% nos preços, de R$ 6,39 para R$ 6,03.
O mercado de obras gerais foi o único a apresentar alta no período estudado, de 7,81%, passando de R$ 10,11 para R$ 10,90, em média.
Canais de compra

No que diz respeito aos locais onde os brasileiros mais adquiriram livros no ano passado, o levantamento aponta que as livrarias foram as preferidas, respondendo por 42,44% dos mais de 228,700 milhões de negócios realizados, sendo que as vendas diretas equivalem a 40,18% do total e as virtuais, a 2,25%.
Os distribuidores e o mercado de porta a porta também tiveram participação significativa nas vendas em 2009, de 23,78% e 16,64%, respectivamente.
Já as bancas de jornal foram um dos locais menos procurados para a compra de livros, respondendo por apenas 0,51% do total de vendas.
Infantis

De acordo com a presidente da CBL, Rosely Boschini, o mercado de livros ainda tem muito o que expandir, já que o brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano.
Uma esperança, diz ela, é o público infanto-juvenil, que respondeu por 47,5% dos 386 mil livros (13,5% a mais do que em 2008) produzidos no Brasil no ano passado, o que lhes deu o segundo lugar na produção por área temática, perdendo apenas para os didáticos.
“Isso demonstra que os jovens e as crianças estão lendo mais. E se o mercado editorial está publicando e vendendo mais para estes dois públicos, o futuro do livro está garantido”, disse ela.
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