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16/08/2010 - 13h18

Novas notas de R$ 50 e R$ 100 serão as primeiras a chegar aos terminais

SÃO PAULO - As novas cédulas de real, em processo de desenvolvimento na Casa da Moeda, começarão a circular já em novembro deste ano. Em um primeiro momento, apenas as notas de R$ 50 e R$ 100 estarão disponíveis nos bancos. As demais, a partir de 2012, conforme informou a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).

De acordo com o coordenador da comissão de numerário da Febraban, Laerte Paulo Viana, os terminais de caixa eletrônico não serão adaptados de uma só vez, já que as cédulas serão lançadas gradativamente.

“Todos os fabricantes [de ATMs] foram ouvidos pelo Banco Central, que os reuniu para acabar com quaisquer questionamentos sobre ajustes nas máquinas”, afirma Viana, que completa: “Não é necessária a troca de equipamento, pois o ajuste é mecânico, muito simples de ser feito".

O fato é que cada banco irá escolher um percentual de máquinas para serem ajustadas, já que nem todas, por exemplo, trabalham com cédulas de 100, avaliou o executivo.

A ideia do BC (Banco Central) é deixar em circulação as notas antigas que preservarem o bom estado, uma vez que um processo de reformulação imediato traria altos custos à instituição. Ainda que as novas cédulas entrem no mercado nesse ano, a projeção do banco é de retirar de vez as antigas até 2014.

Formatos

Muito se fala dos diferentes tamanhos que as novas cédulas terão, por isso, a dúvida quanto à capacidade de o caixa eletrônico suportar os distintos modelos de moeda.

"Ainda é muito cedo para se falar de funcionamento, pois tudo irá depender de cada equipamento. Alguns especialistas dizem que dá para trabalhar com as duas famílias [notas novas e antigas]", revelou Viana.

Cada fabricante de máquinas financeiras receberá os novos modelos de dinheiro com um prazo de pelo menos 15 dias de antecedência. O objetivo é que as cédulas sejam testadas nos caixas.

Cidadão

Questionado sobre algum prejuízo que a mudança poderia acarretar ao cidadão, Viana eliminou qualquer hipótese. "O momento é diferente do que aconteceu em 1994, quando sentimos uma operação pesada e onerosa. Nesse caso, tudo se dará de forma gradativa, não tem motivo para correria, já que o cidadão pode ter os dois tipos de nota".

Viana informou que o BC fará campanha de mídia para esclarecer toda a população, focando a não celeridade do processo.

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