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18/08/2010 - 15h42

Carga tributária brasileira é alta para mais de 95% da população

SÃO PAULO – A maioria da população brasileira - mais de 95% - percebe a carga tributária do País como alta ou muito alta.

Ao menos é o que concluiu a pesquisa “Impactos dos Tributos sobre a População”, divulgada nesta quarta-feira (18) pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), que ouviu 2.842 pessoas em seis capitais brasileiras: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

De acordo com o estudo, a percepção sobre a alta carga tributária no País passa para 97,1%, quando os entrevistados são estimulados a comparar a arrecadação e a qualidade dos serviços prestados pelo estado.

Para onde vai o dinheiro?

Embora 89,4% saibam da incidência de impostos nos produtos, mais da metade não tem ideia sobre quais são os percentuais, sendo que, para 80,3% da população, seria relevante ter o imposto pago discriminado na nota fiscal.

No que diz respeito à finalidade dos tributos, a pesquisa aponta que 64,9% sabem que o destino da arrecadação é manter e melhorar os serviços públicos. Apesar disso, a redução da carga é vista como melhor para a população por 89,2% das pessoas, mesmo que 69,9% reconheçam que poderiam faltar recursos para os investimentos públicos.

Ainda sobre o destino dos impostos, 21,8% dizem que o dinheiro vai parar no bolso dos governantes, 8,8%, que a verba não é aplicada como deveria, e 6,8%, que o estado não investe o dinheiro arrecadado.

Os mais conhecidos

Dentre os impostos mais conhecidos, estão o IPTU (65,3%), o IPVA (44,2%) e o Imposto de Renda (43,5%), seguidos pela contribuição ao INSS (42,4%).

Em contrapartida, os menos conhecidos são o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), com 1,7% das respostas, e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), com 1%.

No caso de uma redução da carga tributária, o aumento da renda é visto como o principal benefício para 55,7% dos entrevistados. A seguir, estão o aumento do consumo (32,9%), redução de preços (29,3%) e o aumento da oferta de empregos (26,2%).

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