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18/08/2010 - 17h00

Fusão de Itaú e Unibanco não ameaça concorrência do setor, diz relator no Cade

SÃO PAULO – O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deu aval para a fusão entre o Itaú e o Unibanco e, de acordo com o relator do caso, conselheiro Fernando Furlan, isso não representa ameaça à livre concorrência do setor.

De acordo com ele, em alguns mercados, a unificação das operações trouxe concentração superior a 20%. No entanto, ele alegou ser pouco provável o exercício de abusos pelas duas instituições financeiras.

Furlan disse ainda que a competição entre os bancos é grande e que a atuação dos bancos públicos ajudará a manter a concorrência, apesar da fusão, conforme informou a Agência Brasil.

O caso

A fusão entre o Itaú e o Unibanco foi anunciada em novembro de 2008, o que criou na época a maior instituição privada do Brasil, com ativos de R$ 651 bilhões e 57 milhões de clientes.

O negócio estava sob análise do Cade há oito meses, após ter passado pela Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico), pela SDE (Secretaria de Direito Econômico) e pelo Banco Central. Um ano e nove meses depois, a fusão foi aprovada por unanimidade entre os seis conselheiros e o presidente do Cade, sem restrições.

Um dos efeitos da fusão é o compartilhamento da rede de caixas eletrônicos e as tarifas de serviços prioritários, que foram unificadas pelo menor valor.

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