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18/08/2010 - 14h54

XP prevê continuidade do crescimento neste semestre, puxado por emergentes

SÃO PAULO - “Nossas projeções apontam para a continuidade da expansão econômica ao longo dos próximos anos”. Eis a síntese do relatório da XP Investimentos, no qual a corretora revela suas expectativas para o cenário econômico global neste semestre.

“As economias emergentes como Brasil, China e Índia, devem puxar o crescimento e impulsionar o comércio mundial, ajudando na retomada dos países desenvolvidos”, preveem os analistas, estimando que os últimos “ainda devem sofrer com o impacto de cortes de gastos e redução do dinamismo econômico causado pela crise de 2008”.

Economia doméstica

Em um balanço do desempenho da economia doméstica ao longo de 2010, a XP lembra que o ano começou com números surpreendentes, chegando até mesmo a levantar temores quanto a um possível superaquecimento. “Mas agora, os principais indicadores de atividade econômica divulgados vêm mostrando certa desaceleração no segundo trimestre deste ano”, observa, destacando dados expansão mais modesta na produção industrial e no varejo.

“Nesse contexto, surgem dúvidas sobre os rumos de atividade ao longo do segundo semestre e também do próximo ano”, disparam os analistas, retomando o fato de que boa parte do crescimento é explicado pelos estímulos fiscais e monetários e uma antecipação do consumo ante a expectativa de sua remoção.

“A partir do segundo semestre, nossa expectativa é de que a atividade volte a crescer baseada em fundamentos como massa salarial e confiança, de forma que deve mostrar números mais modestos dos que os vistos no começo do ano, porém, mais sustentáveis”, conclui a corretora.

EUA: dinamismo auxilia

Voltando-se aos EUA, a despeito da percepção de que “o país ainda não está pronto para andar com as próprias pernas”, os analistas avaliam que o dinamismo da economia norte-americana somado às “baixíssimas taxas de juros e a hegemonia do dólar, tornam viável a continuidade do crescimento do país”.

Europa: riscos limitados

No tocante à Europa, foco às frágeis situações fiscais de certos países do continente. “Esses países enfrentam problemas de altas taxas de desemprego e dívida elevada, que aliados aos rígidos planos de austeridade justificam as perspectivas de modesta expansão e até “encolhimento” dessas economias”, avaliam os analistas.

No entanto, os analistas veem como limitadas as chances de defaults. “Acreditamos que a possibilidade de calote por parte de algum país seja pequena.”

China: mercado interno em voga

Por fim, as projeções para a economia da China permanecem a taxas expressivas. Porém, um ponto chama atenção nas avaliações da XP: “a China está mudando a dinâmica de seu crescimento”. Os analistas observam que a economia, previamente baseada nas exportações, migra agora à força de sua demanda interna.

“O país tem um mercado consumidor gigantesco, e através do aumento da oferta de crédito e melhora na renda da população, a economia chinesa tem atingido um crescimento mais sustentável”, dispara a equipe da XP, prevendo ainda que o maior risco ao país é o de inflação.

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