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19/08/2010 - 13h01

Inadimplência das famílias acelera menos que o endividamento

SÃO PAULO – A manutenção das condições favoráveis do mercado de trabalho e crédito incentivaram as famílias brasileiras a contrair mais dívidas em agosto. Apesar disso, a taxa de inadimplência, que representa os consumidores que não conseguiram honrar suas contas, registrou redução no mês.

Os dados da Peic nacional (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgada nesta quinta-feira (19), mostram que o percentual de famílias brasileiras inadimplentes em agosto ficou em 24,7%, frente aos 22,8% registrados em julho.

Já o endividamento ficou em 59,1% - 1,4 ponto acima do registrado em julho (57,7%). O número daqueles que declararam não ter condições de pagar as dívidas teve leve queda, de 8,9% em julho para 8,8% em agosto.

Dívidas por renda

De acordo com a pesquisa, a parcela de famílias que afirmaram estar muito endividadas caiu de 14,8% para 14,2% entre julho e agosto, ao passo que a daquelas que se dizem pouco endividadas passou de 22,5% para 22,9%.

Considerando as faixas de renda, as famílias com ganhos de até 10 salários mínimos foram as que mais influenciaram no aumento do nível de endividamento. Entre elas, 61,0% têm dívidas (frente a 59,4% em julho), enquanto entre as famílias com ganhos acima de 10 mínimos 46,7% estão na mesma situação (em julho eram 46,6%).

Quanto aos inadimplentes, as famílias de menor renda também estão em situação pior que as de renda superior. Das famílias que ganham menos de 10 salários mínimos, a inadimplência subiu 1,8 ponto, de 24,9% para 26,7%. No entanto, o crescimento foi maior nas de alta renda, em que a inadimplência subiu dos 9,2% em julho para 13,5% em agosto.

O levantamento mostra ainda que 9,7% das famílias de renda mais baixa acreditam que não terão condições de pagar suas dívidas. Entre as famílias com ganhos acima dos 10 mínimos, esse percentual ficou em 2,9%.

Renda comprometida

De acordo com o levantamento, a parcela da renda comprometida com dívidas caiu de 30,3% para 30,0%. O tempo médio de atraso de quem possui contas ou dívidas pendentes é de 59,9 dias em agosto, frente aos 61,4 dias em julho.

O tempo médio de comprometimento com as dívidas ficou em 6,7 meses, sendo que 29,2% das famílias endividadas estão comprometidas com dívidas por mais de um ano.

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