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19/08/2010 - 09h57

JP Morgan elogia resultados do setor imobiliário e vê potencial de alta nas ações

SÃO PAULO - Elogios aos resultados do segundo trimestre e perspectiva de um segundo semestre ainda melhor deram o tom do relatório do JP Morgan a respeito do setor imobiliário brasileiro.

Enquanto a MRV postou o melhor resultado em termos de crescimento, PDG, Gafisa e Rossi Residencial surpreenderam com margens operacionais mais fortes. Apenas Cyrela e Trisul reportaram números abaixo do esperado, de acordo com a equipe.

A avaliação é dos analistas Adrian Huerta e Marcelo Motta, que esperam mais aceleração nos lançamentos, vendas e receitas neste segundo semestre, com as margens operacionais pelo menos em linha com as registradas na primeira metade do ano.

Em termos acionários, a expectativa é que haja mais "upside" (potencial de valorização), com as preocupações de compressão das margens e execução dissipadas. 

As melhores recomendações do setor para a equipe permanecem sendo PDG, Gafisa e MRV.

Empresa Ticker Preço-alvo* Upside Recomendação
Cyrela CYRE3 R$ 28,00 17,6% Neutro
Gafisa GFSA3 R$ 17,00 36,4% Overweight
Rossi Residencial RSID3 R$ 17,00 3,0% Underweight
MRV MRVE3 R$ 16,00 8,1% Overweight
PDG Realty  PDGR3 R$ 23,00 24,3% Overweight
*Potencial teórico de valorização com base no fechamento de 18 de agosto

Lançamentos e guidance

Os lançamentos agregados subiram 56% na base trimestral e 75% na comparação anual, enquanto para as pré-vendas o avanço foi de 17% e 29% nas mesmas bases. As receitas subiram a um ritmo ainda maior, de 51% e 20%, respectivamente. "A expectativa é que as vendas subam 33% este ano na média". 

Além dos números expressivos, a equipe destaca que os lançamentos do primeiro semestre alcançaram 40% do guidance para o ano na média, e a expectativa é de forte crescimento até o final do ano, uma vez que os lançamentos têm ficado abaixo das vendas nos últimos seis trimestres, enquanto os estoques permanecem baixos. 

Margens

A margem Ebitda (relação percentual entre geração operacional de caixa e receita líquida) subiu, na média, 2,6 pontos percentuais frente o primeiro trimestre - a exceção foi para Cyrela e Trisul, que reportaram piora no múltiplo.

Já o ROE (Retorno sobre o Patrimônio) registrou alta de 2,3 p.p. para 15,6%, com destaque para MRV, Rossi e PDG, que neste quesito ficaram entre 17% e 21%. "Esperamos que o ROE melhore ainda mais com as receitas continuando a crescer, mesmo que as margens líquidas continuem inalteradas", sustentam Huerta e Motta. 

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