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19/08/2010 - 15h40

Santander reduz recomendação da Usiminas para manutenção

SÃO PAULO - Projetando um segundo semestre negativo para os lucros da Usiminas (USIM3, USIM5), o Santander reduziu o preço-alvo para as ações da siderúrgica, de R$ 73,50 para R$ 64,00 ao final de 2011, e a recomendação, de compra para manutenção. 

Além de aspectos do mercado não serem favoráveis, com a queda no preço do aço plano iniciada na última semana, o analista Alex Sciacio observa que a Usiminas deve ser a empresa mais exposta negativamente a essas condições, uma vez que não é autossuficiente em minério de ferro. 

Perspectiva negativa

Com forte aumento nos custos das matérias-primas (minério de ferro e carvão) e fracos preços locais de aço, deve ocorrer uma pressão nas margens da empresa.

Sciacio cita fontes para justificar a perspectiva de queda nos preços, uma vez que as siderúrgicas haviam anunciado aumento de preços em torno de 3,5% a 6% em agosto. Essa "surpresa negativa", segundo o analista, decorre da entrada contínua de importações (o que forçou as empresas a reduzirem margens na distribuição de aço plano) aliada a altos estoques de distribuidores de aço. 

Ebitda

Com "menores volumes, preços mais fracos do aço, maiores custos do minério de ferro e carvão e um mix de vendas mais fraco, com as exportações representando aproximadamente 25% da receita" - a empresa exporta a margem zero -, a projeção para Ebitda (geração operacional de caixa) foi reduzida em 20% este ano (R$ 2,897 bilhões) e 24% no ano 2011 (R$ 3,893 bilhões).

Sobre as exportações de aço, a previsão do analista é de que elas continuem com papel importante no mercado doméstico, o que deve "limitar as ações de preço das siderúrgicas locais". 

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