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19/08/2010 - 11h25

Setor de autopeças enfrenta dificuldades e eleva tempo dos carros nas oficinas

SÃO PAULO – O aquecimento nas vendas de veículos gerou problemas para o setor de autopeças, que enfrenta dificuldades para abastecer as montadoras. E, como consequência, o fato prejudica os proprietários, cujos veículos ficam parados nas filas das oficinas.

Os motivos para tantos problemas são a falta de capacidade das empresas em produzir as peças e também de matéria-prima para produzi-las, revelou estudo realizado pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e pela Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças).

Segundo as associações, 17,86% da indústria de autopeças está com dificuldades de entregar as peças para as montadoras. Por segmento, as metalúrgicas são as que têm mais dificuldades: 50,87% delas não conseguem entrar as peças nos prazos estabelecidos.

O setor de estamparia vem em segundo lugar, uma vez que 10,32% das empresas desse segmento enfrentam problemas, seguido do setor elétrico, com 8,85%. A indústria de vidros é a que menos tem dificuldades para entregar os pedidos às montadoras, com uma parcela de 1,19% delas apresentando problemas.

Problemas

Segundo as associações, 46,4% da indústria de autopeças enfrenta desafios para aumentar o volume de produção e abastecer as montadoras. Dentre os segmentos, a indústria de borracha tem a situação mais crítica, já que 80% das empresas estão com essa dificuldade. Empresas metalúrgicas (48%), eletrônicas (37,5%), de fundição (33,3%) e de forjaria (20%) também estão com dificuldades de ampliar a produção

A falta de matéria prima dificulta o aumento da produção de autopeças e atinge 17,9% da indústria desse setor. O estudo revelou que o aço é o material que mais falta para a indústria, seguido do alumínio.

Para suprir a demanda por autopeças, que aumentou com a elevação das vendas de veículos, as empresas desse segmento pretendem investir pesado neste ano. Entre as pequenas empresas desse segmento, 81% pretendem investir neste ano e, dentre as grandes, o percentual alcança 100%. Na média, 87% das empresas pesquisadas pretendem investir.

O estudo mostra que para enfrentar os problemas, a indústria de autopeças precisa investir cerca de R$ 3,6 bilhões.

Seguradoras enfrentam problemas

Com a falta de peças, as seguradoras de automóveis também estão sofrendo, conforme afirmou à InfoMoney o diretor executivo da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Neival Rodrigues Freitas. Essa situação está fazendo os segurados esperarem mais tempo para ter o carro de volta do conserto.

A federação levou a questão às montadoras e verificou que a falta de determinadas peças também está afetando a linha de produção de veículos. Freitas espera, contudo, que a situação se normalize o mais rápido possível, a fim de não prejudicar ainda mais os segurados. Ele também ressalta que o problema ainda não é determinante para possíveis elevações de preços dos seguros.

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