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23/08/2010 - 16h33

Com queda em eletros pós-Copa, preços no varejo paulistano ficam estáveis

SÃO PAULO - O IPV (Índice de Preços no Varejo) da cidade de São Paulo se manteve estável em julho, ante junho, segundo dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgados nesta segunda-feira (23). No ano, o indicador acumula alta de 1,63% e, nos últimos 12 meses, variação de 1,56%.

O destaque do índice ficou por conta dos produtos eletroeletrônicos que, mesmo com o final da Copa do Mundo, continuam sofrendo redução nos preços. “O setor recuou 1,57% em comparação a junho, a nona queda consecutiva”, afirma a assessora econômica da Fecomercio, Júlia Ximenes. Segundo ela, com o término do mundial da África, surgiram várias promoções no comércio varejista, o que pressionou os preços médios dos produtos para baixo.

No ano, os eletros acumulam variação negativa de 6,53% nos preços médios de seus produtos. “A concorrência desleal do comércio informal e a rápida obsolescência dos equipamentos eletrônicos são o motivo desta queda continuada”, aponta Júlia.

Segmentos

O segmento de Feiras, destaque de queda em julho, apresentou retração pelo quarto mês consecutivo: os preços ficaram 1,88% menores. Além disso, os preços médios dos produtos de Supermercados também caíram 0,03% em comparação com o mês anterior. “Em 2010, os alimentos já acumulam variação negativa de 0,09%”, afirma a economista.

Os outros grupos de produtos que apresentaram queda de seus preços médios em julho foram: Floriculturas (-3,16%), CDs (-1,34%), Jornais e Revistas (-1,09%), Livrarias (-0,36%), Autopeças (-0,32%), Vestuário, Tecidos e Calçados (-0,28%) e Eletrodomésticos (-0,09%).

Avanço

O segmento de Materiais de Construção registrou a terceira alta consecutiva em julho, em decorrência do aquecimento do mercado imobiliário.

De acordo com Júlia, mesmo o incentivo fiscal concedido para as mercadorias que serão usadas nas obras para a Copa não foi suficiente para abrandar a elevação dos preços no setor. “Este mês, os materiais de construção ficaram, em média, 2,73% mais caros”, conta Julia. “No ano, o segmento acumula alta de 7,34%.”

Outro setor que vem provando aumentos consecutivos é o de Veículos, que, sem a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), apresentou a quarta alta seguida.

“O segmento registrou variação de 0,21% em julho, no mês anterior, o incremento havia sido de 1,03%”, compara. O preço dos combustíveis, que vinha de três quedas consecutivas, se manteve praticamente inalterado, apontando ligeira alta de 0,05% na comparação com junho.

Os outros grupos de produtos que apresentaram elevação de seus preços médios em julho foram: Açougues (0,86%), Padarias (0,35%), Relojoarias (0,31%), Móveis e Decoração (0,29%), Óticas (0,27%), Papelaria (0,27%), Brinquedos (0,12%), Drogarias e Perfumarias (0,11%) e Postos de Combustíveis (0,06%).

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