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24/08/2010 - 14h29

Paulistanos com renda de até 10 salários mínimos têm mais dificuldades de pagar dívidas

SÃO PAULO – O número de famílias paulistanas endividadas e que não terão condições de pagar as dívidas em atraso é maior entre aquelas com renda de até dez salários mínimos. Em agosto, 6% dos paulistanos nesta faixa de renda afirmaram que não poderão honrar com o pagamento total ou parcial das contas.

O dado é da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e divulgada na última sexta-feira (20).

Dívidas a arcar

Segundo o levantamento, considerando as famílias com dívidas que ganham até dez mínimos, 26% conseguirão pagar todas as dívidas em atraso e 33% arcarão em parte com os débitos.

Já entre as famílias endividadas da cidade de São Paulo que recebem acima de dez salários mínimos, apenas 1% afirmou que não conseguirá pagar os débitos neste mês.

Ainda de acordo com o levantamento, 77,8% dos entrevistados desta faixa de renda que possuem dívidas disseram que conseguirão pagar todas os débitos em atraso, enquanto 11% pretendem pagar parte das dívidas.

Do total de endividados, considerando todas as faixas de renda, 5% disseram que não terão condições de pagar as dívidas, outros 32% conseguirão pagar parte delas e 28% afirmaram que arcarão totalmente com os débitos.

Endividados

A pesquisa mostra que, do total de entrevistados, 14% disseram que estão com dívidas em atraso no oitavo mês do ano. Desses, 29% têm renda de até dez salários mínimos e 17% ganham acima desse patamar.

Com relação ao prazo médio de atraso da dívida, a maior incidência é verificada no período superior a 90 dias (47%). Em seguida, aparecem os débitos com atraso de até 30 dias (29%) e entre 30 e 90 dias (23%).

No geral, o prazo médio de atraso das dívidas é de 61 dias.

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