UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

24/08/2010 - 17h27

Prepare o bolso: carro zero também vai à oficina

SÃO PAULO – Comprar um carro zero quilômetro significa não ir a um mecânico por um bom tempo e não ter gastos extras com manutenção. Cuidado ao pensar assim. Mesmo veículos novos requerem capital extra para se manterem conservados.

“A compra de um carro novo pode resultar numa experiência desastrosa, se o proprietário não souber quais são as peças que deverão ser monitoradas com mais atenção, principalmente nos primeiros dias de uso, quando o novo dono ainda está se adaptando ao veículo e qualquer descuido pode danificá-lo”, alerta o consultor técnico da Oficina Brasil, Antonio Cesar Costa.

Para não transformar o que seria uma vantagem em mais gastos, Costa dá dicas para o proprietário ficar despreocupado, ao menos durante os dois primeiros anos de uso do carro.

Prevenção

Para evitar danos e, por consequência, gastos extras, o ideal é apostar na manutenção preventiva e seguir à risca as indicações de conservação do manual do veículo. Trocar o óleo do motor e dos filtros de óleo, ar e combustível é um investimento baixo, que pode evitar um gasto maior gerado por problemas no motor.

Fazer o alinhamento e o balanceamento do veículo ao menos duas vezes por ano também evita gastos fora de hora, devido à troca prematura dos pneus. Os dois tipos de manutenção ajudam a conservar os pneus e a melhorar a dirigibilidade e segurança do veículo.

Os catalisadores e escapamentos também merecem atenção especial, principalmente em locais onde existe vistoria obrigatória, como em São Paulo e Rio de Janeiro. Embora essas peças costumem apresentar problemas apenas após cinco anos de uso do veículo, ficar atento a elas evita desaprovação nas inspeções obrigatórias. Por isso, Costa recomenda passar na oficina e fazer o teste de emissão de gases, que custa de R$ 30 a R$ 50.

Estar atento aos freios, além de evitar prejuízos, garante a segurança. “Um hábito que deve ser terminantemente evitado é descer desengrenado ou em ponto morto”, alerta Costa. “Descer engrenado é o correto, conserva e é seguro”. E não esqueça de trocar o fluido do freio a cada 20 mil quilômetros.

Revisar os componentes do sistema elétrico do veículo, como lâmpadas, lanternas, faróis, luzes de freio e de setas direcionais, também faz bem para a segurança e para o bolso.

Hospedagem: UOL Host