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25/08/2010 - 13h23

Grande parte dos brasileiros busca aprimoramento e estabilidade

SÃO PAULO – Aprimoramento, estabilidade e sobrevivência. As palavras sintetizam três perfis de brasileiros, segundo pesquisa conduzida pelo sociólogo e cientista político Rodrigo Mendes Ribeiro. O estudo mostra que esses perfis ajudam a entender o comportamento social, político e até ecológico dos brasileiros.

Considerando todos os que participaram da pesquisa, 62% pertencem aos grupos "aprimoramento" e "estabilidade". Segmentando a análise, 36% estão na situação de “aprimoramento”. Nesse grupo, a maior concentração é de brasileiros que pertencem às classes A e B.

Essas classes também representam boa parte dos brasileiros que se enquadram no grupo “estabilidade”. Ao todo, 26% dos entrevistados pertencem a ele. Nesse grupo, a classe C também tem participação significativa.

Segundo o estudo, o maior percentual de brasileiros se encontra no grupo “sobrevivência”. Ao todo, 38% se enquadram nele. Contudo, a maior concentração nesse grupo é de brasileiros das classes C, D e E.

Aprimoramento

O estudo revela que aqueles que estão na situação de “aprimoramento” valorizam os aspectos relacionados ao lazer, espiritualidade e cuidado com relacionamentos pessoais e a qualidade de vida.

Nesse grupo, está reunida a elite econômica do País, com maior participação das mulheres (56%) com idade entre 18 e 30 anos. “Contudo, por se encontrar em posição privilegiada em relação aos demais brasileiros, mostra um lado etnocêntrico, preconceituoso e soberbo, julgando-se melhor que os demais”, ressaltam os pesquisadores.

Estáveis

Dentre os que pertencem ao grupo “estabilidade”, 58% são homens e a maior concentração está na faixa etária entre 25 e 50 anos de idade. E, apesar de grande parte pertencer às classes A, B e C, nesse grupo há certa distribuição entre os demais segmentos.

Aqueles que se enquadram nesse grupo se preocupam, especialmente, com a valorização profissional, moradia, educação e trabalho. Ele é representado por profissionais em cargos de responsabilidade, cujos objetivos profissionais abrangem melhoria de performance, empregabilidade e produtividade.

Sobreviventes

Dentre os que pertencem ao grupo “sobrevivência”, 52% são mulheres e a maior concentração é de brasileiros com mais de 40 anos de idade. Esse perfil valoriza a situação política, religiosidade, saúde e moradia.

Para esse grupo, o poder de compra é mais importante do que ser bem atendido. Os brasileiros que pertencem a esse grupo entendem a mobilidade social, mas querem ir além dela.

Sobre o estudo

A pesquisa foi conduzida em março deste ano. Foram ouvidas 1.272 pessoas de todas as classes sociais e todas as regiões. Do total de entrevistados, as mulheres são maioria.  

Grande parte dos entrevistados é jovem, com idade entre 30 e 39 anos (25,1%), seguidos pelos que têm 18 e 24 anos (21,9%). Outros 14,2% têm idade entre 25 e 29 anos e 12,1%, entre 50 e 59 anos.

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