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01/09/2010 - 12h13

EUA: estoques de petróleo sobem 1%, a segunda alta semanal seguida

SÃO PAULO - Os estoques de petróleo dos Estados Unidos aumentaram 1% no período de 20 a 27 de agosto, atingindo o patamar de 361,7 milhões de barris, conforme dados anunciados nesta quarta-feira (1) pelo Departamento de Energia do país. Esta foi a segunda alta semanal consecutiva.

Na semana passada, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA aumentou em 3,4 milhões barris, alta acima da prevista por analistas. No sentido contrário, as reservas de gasolina diminuíram em 200 mil barris.

Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 87,0% de sua capacidade operacional total, abaixo do registrado na semana anterior, de 87,7%.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 27/08/2010

Semana até 20/08/2010  Variação
Óleo bruto 361,7
358,3  +1,0% 
Gasolina 225,4
225,6 -0,1%
Derivados 175,2
176,0 -0,4%
Óleo para calefação 52,4 51,7

 +1,4%  

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 27/08/2010

Semana até 27/08/2009

Variação
Óleo bruto 361,7 343,4
+5,3%
Gasolina 225,4 205,1
+9,9%
Derivados 175,2 163,6
+7,1%
Óleo para calefação 52,4 48,5 +8,2% 

Cotações

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 76,46 nesta quarta-feira, alta de 2,98% em relação ao último fechamento.

O contrato com vencimento em outubro de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 73,75 por barril, configurando uma alta de 2,84% frente ao fechamento anterior. 

O principal motivo para as cotações de petróleo continuarem em alta mesmo após a divulgação da alta dos estoques de óleo bruto do Estados Unidos é a retomada do ritmo de crescimento da indústria chinesa, conforme dados divulgados nesta manhã.

Entenda o relatório de estoques

Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que - outras variáveis à parte - um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.

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