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02/09/2010 - 12h09

Para Vaccarezza, Orçamento cumpre acordo sobre o salário mínimo

SÃO PAULO - O fato de a proposta de Orçamento de 2011 não ter previsão de aumento real para o salário mínimo obedece a um acordo com as centrais sindicais.

A afirmação é do líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que ainda lembrou que o reajuste de 5,5%, previsto para o mínimo a partir de janeiro do próximo ano, segue a regra de correção pela inflação mais o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos passados.

Essa foi a primeira vez que o governo encaminhou proposta de Orçamento ao Congresso sem previsão de aumento real para o mínimo, uma vez que o PIB de 2009 foi negativo. A regra acertada entre o governo e as centrais sindicais está em vigor desde 2007. O valor do mínimo para 2011 fixado no Orçamento é de R$ 538,15.

O parlamentar revelou que irá apoiar a manutenção do acordo, independentemente da pressão exercida pelas centrais sindicais na tentativa de incrementar o valor do mínimo durante a tramitação do Orçamento no Legislativo. Na quarta-feira (1), os representantes dos sindicatos se reuniram para pedir que o mínimo seja elevado para R$ 560 no próximo ano.

Compensação em 2012

"Existia um acordo do governo com as centrais sindicais, e o governo não fez mais nem menos do que cumpri-lo. Como o crescimento do PIB vai ser em torno de 7% em 2010, vamos ter 7% para o mínimo. Digamos que a inflação brasileira seja de 4,5%, então haverá um aumento de 11,5% a 12% para o salário mínimo em 2012", disse o deputado.

Segundo informações da Agência Câmara, Vacarreza afirmou que todos os brasileiros deveriam defender o acordo de 2007: "Não é porque tem eleição que precisamos caminhar para a demagogia; nós vamos ter uma discussão política depois das eleições. Eu sou defensor de acordos; eles têm de ser cumpridos quando agradam e desagradam."

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